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Diversão

De máscara, dança traz afago no esquema do "semipresencial"

No estacionamento da escola, "Ressignificar" será apresentado a pequeno público presente e transmitido ao vivo pelas rede sociais

Por Raul Delvizio | 28/11/2020 14:57
Dançar de máscara também faz parte do "novo normal" (Foto: Arquivo Pessoal)
Dançar de máscara também faz parte do "novo normal" (Foto: Arquivo Pessoal)

Na Capital, um espetáculo de dança será performado hoje (28) de forma inusitada: o estacionamento da escola vira palco para que 75 bailarinos se apresentem diante de um pequeno grupo presencial – maioria composta por pais e familiares – enquanto que os demais interessados poderão contemplar a arte do "corpo em movimento" via transmissão nas redes sociais.

Em "Ressignificar", a dança vira uma forma de afago para que o sentimento pesado, triste e "solitário" do distanciamento social seja – como diz o próprio nome do espetáculo – ressignificado. É o que explica Fernanda Gutierrez, diretora e professora do Estúdio Pantanal em Dança.

Balé clássico, jazz, sapateado e até dança tribal vai ser performado (Foto: Arquivo Pessoal)
Balé clássico, jazz, sapateado e até dança tribal vai ser performado (Foto: Arquivo Pessoal)

"Para nós, é trazer uma nova definição para as nossas sensações e sentimentos durante essa pandemia. Geralmente, fazemos dois espetáculos por ano, um em julho e outro agora em dezembro, mas justamente por conta da covid-19 só o de agora vai ser executado", esclarece.

Se tratando de um grupo numeroso de bailarinos, Fernanda afirma que o espetáculo foi pensado já com um plano de biossegurança em mente, dividido em duas etapas para que nenhum dos dançarinos se aglomere antes, durante ou depois da apresentação, seja pelo palco ou mesmo dentro da escola. Cada integrante ficará separado com sua turma em salas do estúdio.

Até as pequenas dançarinas usam máscara durante o ensaio (Foto: Arquivo Pessoal)
Até as pequenas dançarinas usam máscara durante o ensaio (Foto: Arquivo Pessoal)
Nada improvisado, palco foi instalado "com orgulho" no estacionamento da escola (Foto: Arquivo Pessoal)
Nada improvisado, palco foi instalado "com orgulho" no estacionamento da escola (Foto: Arquivo Pessoal)

A primeira parte terá duração de apenas 35 minutos, com as crianças e demais pequenos. Já a segunda e última etapa será de no máximo 55 minutos, com os jovens e adultos. Os estilos passaram desde o balé clássico até jazz, sapateado e dança tribal.

"Não posso dizer que a arte seja a salvação, mas com certeza é uma válvula de escape. Muitos dos nossos alunos já esperavam ansiosamente pelas aulas e agora por participarem do espetáculo. É um momento que se reconectam com o próprio corpo, se encontram no palco e também cuidam de sua saúde mental, seguindo os protocolos à risca, além do exercício física trazido pela dança".

Para assistir "Ressignificar", basta conferir no canal do YouTube às 19h.

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