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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

15/09/2017 07:45

Depois do auge nos palcos, bar de blues deixou de tocar o estilo por aqui

Até as bandas estão desaparecendo e a justificativa é falta de público

Lucas Arruda
Whisky de Segunda é uma das bandas que tem se apresentado pouco em bares da cidade (Foto: Reprodução Facebook)Whisky de Segunda é uma das bandas que tem se apresentado pouco em bares da cidade (Foto: Reprodução Facebook)

De 2013 até 2015 o estilo que surgiu no sul dos EUA e ganhou o mundo, esteve muito em alta aqui em Campo Grande que era dominada pelo sertanejo. Músicos e bandas locais de blues viviam se apresentando em bares e eventos, alguns até por iniciativa do governo, e chegou a rolar até o MS Blues Festival, com shows de grandes nomes internacionais do blues. Mas, de um ano pra cá os shows foram diminuindo, tanto que até a casa que leva o estilo no nome, o Blues Bar, adotou o rock como carro-chefe.

Ainda há apresentações de blues por lá, mas elas estão escassas ultimamente. Esta semana teve a quinta do rock, ontem, hoje tem lançamento do clipe do grupo de pop rock Avant e amanhã tem show de uma banda cover do Legião Urbana.

O proprietário da casa, que hoje fica na rua 15 de Novembro, Ivan Torres, afirma que o espaço sempre abrigou o rock também, mas é fato que no início, quando o local ainda era na Via Park, próximo ao Parque do Sóter, o blues reinava.

A baixa nos eventos de blues, segundo ele, é por conta das bandas que estão paradas, em boa parte dos casos, por conta de algum integrante. “Na Big Mama Blues, por exemplo, a vocalista estava com problemas de saúde, outras bandas também estavam com problemas de integrantes ou fazendo menos shows, mas, a partir de agora iremos voltar a ter mais shows de blues”, promete ele.

Atualmente, quem anda mais na ativa no blues são as bandas Whisky de Segunda e Shuffle 67 e o cantor Renato Mendes. Eles até se apresentam às vezes no Blues Bar, ou Old Motors Pub, outra casa que ainda faz shows do estilo, ou ainda no Sesc Morada dos Baís, mas ainda é escasso.

“Antigamente aqui rolava só um show por noite, eram três bandas só por semana, uns 12 shows por mês. Agora colocamos banda de abertura sempre, às vezes três shows, aí rola cerca de 40 apresentações mensais, muitas tem blues, por isso pode parecer que diminuiu drasticamente”, se defende Ivan.

Os eventos com nomes internacionais do estilo deram um tempo por conta da alta do dólar. "Fica muito caro trazê-los pra cá, passagem principalmente, antes era um pouco mais fácil porque o Real estava mais valorizado", afirma Jefferson Pasa, um dos organizadores do MS Blues Festival.

Na próxima semana deve rolar um show de blues no Blues Bar e no próximo mês até o Bêbados Habilidosos, agora com um novo vocalista volta a se apresentar na casa. O que resta aos amantes do estilo é aguardar os próximos meses para colher os louros.

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