Em meio à torcida contra na 14, neta de argentinos resiste sozinha pelo tetra
Público vaia a seleção, enquanto veterinária mantém apoio à equipe

Quem passou pelos bares da Rua 14 de Julho neste domingo (19) encontrou apenas uma jovem com a camiseta argentina durante o confronto contra a Espanha pela final da Copa. Ao redor, a torcida era quase toda contrária e qualquer erro da seleção rendia gritos. Adrielle Marilha, de 38 anos, resistia sozinha e ainda falava em tetra.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Adrielle Marilha, de 38 anos, foi a única torcedora da Argentina encontrada nos bares da Rua 14 de Julho, em Campo Grande, durante a final da Copa contra a Espanha. Médica veterinária, ela herdou do avô argentino o sobrenome e a paixão pelo futebol. Resistindo sozinha entre brasileiros contrários, ela apostava no título e brincou sobre Messi: "Ele está pedindo socorro, não quer mais jogar".
Médica veterinária, ela herdou do avô argentino o sobrenome e a torcida. “Aqui estamos, torcendo para a Argentina mais uma vez. Tetra”, disse. “O sangue correntino corre mais forte aqui.”
- Leia Também
- Sem Brasil na final, a torcida é para que a Argentina volte pra casa sem o tetra
- Torcer para a Argentina é traição? Campo-grandenses mandam recado
Adrielle acompanhou a seleção desde o início da Copa e já esperava mais uma decisão apertada. “A Argentina é assim, faz o torcedor sofrer”, afirmou. “O índice de infarto e AVC deve ser altíssimo. É um estudo a ser feito.”
A aposta também seguia o roteiro dramático. “Eu acho que vai para os pênaltis, porque a Argentina tem que fazer o torcedor sofrer”, disse. “Ou ela vira faltando 15 minutos para acabar. Argentina sendo Argentina.”
Adrielle também falou sobre a rivalidade com os brasileiros. Ela morou em um bairro com muitos argentinos, em Santa Catarina, e garante que a implicância é maior no discurso. “Eles falam que odeiam brasileiro, mas amam. Eles queriam ser brasileiros, essa é a verdade.”
Nem a possível despedida de Lionel Messi abalou o humor da torcedora. “Ele quer sair, mas a Argentina quer segurar esse homem. Ele quer se aposentar, mas não deixam”, brincou. “Ele está pedindo socorro: ‘Não quero mais’.”
Mesmo com uma vitória, Adrielle duvida que a seleção dê descanso ao jogador. “Eu acho que não. Acho que o Messi continua aí”, disse.
A reportagem tentou encontrar outros argentinos ou simpatizantes pela região, mas a camisa apareceu mais como provocação. Um homem, que recusou entrevista, disse que vestia o uniforme apenas para “gorar” a seleção. Outra mulher rapidamente explicou que a peça era do namorado e que a escolheu porque "gostou da blusa".


