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Capital

Ex-sócio de editora investigada em esquema de milhões vai usar tornozeleira

Joatan Gomes Peixoto deixou a prisão preventiva, mas seguirá em prisão domiciliar e será monitorado eletronica

Por Anahi Zurutuza e Aline dos Santos | 16/07/2026 19:25
Ex-sócio de editora investigada em esquema de milhões vai usar tornozeleira
Dinheiro apreendido no dia da Operação Gutenberg (Foto: Gaeco/Divulgação)

A Justiça substituiu a prisão preventiva de Joatan Gomes Peixoto, ex-sócio-administrador da Editora Avante, por prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ele é investigado na Operação Gutenberg, que apura um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de mais de R$ 27 milhões para a compra de livros paradidáticos.

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Joatan Gomes Peixoto, ex-sócio-administrador da Editora Avante, investigado na Operação Gutenberg por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos públicos superiores a R$ 27 milhões, teve a prisão preventiva substituída por domiciliar com tornozeleira eletrônica por 180 dias. A operação, deflagrada pelo Gaeco em julho, cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão em três estados.

De acordo com o dispositivo da decisão, Joatan ficará submetido ao monitoramento eletrônico por 180 dias, além de outras medidas cautelares. Joatan continuará preso em casa, fiscalizado pela tornozeleira.

Para o advogado André Stuart, a decisão judicial foi acertada. “Melhor que um posicionamento, é a decisão. Um senhor com certa idade, com filha especial e esposa adoentada de forma grave, são motivos mais que justos para uma prisão domiciliar”.

O empresário foi preso durante a Operação Gutenberg, deflagrada no dia 7 de julho pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A ação teve 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão cumpridos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.

Sócio-administrador – Joatan figurou como sócio-administrador da Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda., nome empresarial da Editora Avante. Ele também aparece como responsável pela empresa em contratos firmados com municípios.

Apesar do cargo formal, a investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) sustenta que Joatan e Rhayane Souza Fanaia não tinham autonomia administrativa ou financeira para tomar decisões sobre os negócios da editora.

Segundo o Gaeco, o controle real da empresa seria exercido por Rossana Paroschi Jafar e pelos filhos Giovanni, Olívia e Felipe Paroschi Jafar. O grupo é acusado de manter um modelo de contratação pública semelhante ao utilizado anteriormente pela Gráfica e Editora Alvorada.

Mais de R$ 500 mil – A quebra do sigilo bancário apontou que Joatan recebeu R$ 521.360,91 em créditos provenientes da Editora Avante. No sentido contrário, a empresa recebeu R$ 307.160 transferidos por ele. O relatório não apresenta uma justificativa comercial conclusiva para toda essa circulação financeira.

O filho de Joatan, Matheus Oliveira Peixoto, também é investigado. Ele recebeu R$ 121,5 mil da editora entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, embora, segundo o Gaeco, não tivesse vínculo formal com a empresa.

Matheus aparecia como responsável pelo Centro Automotivo Movi. Em diligência no endereço cadastrado, investigadores encontraram uma residência ocupada por uma família, sem sinais de funcionamento da empresa. Pai e filho foram presos durante a operação.

A operação ainda não relatou o inquérito. Por isso, as responsabilidades de Joatan e dos demais investigados ainda estão em análise.