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Diversão

Gabi bombou nas redes com trolls do Orkut, colírios da Capricho e McFly

Ela contou interações aleatórias com famosos e lembrou os tempos de quem cresceu entre Fotolog e MSN

Por Natália Olliver | 15/06/2026 08:05

Gabriela Caprini viralizou ao contar histórias que misturam trolls do Orkut, MSN dos colírios da Capricho e até FaceTime com um dos cantores do McFly. A sul-mato-grossense de 30 anos relembrou algumas das interações mais aleatórias que já teve com famosos na internet. O conteúdo chamou a atenção de uma geração que cresceu entre Fotolog, fã-clubes e links suspeitos enviados só para assustar alguém.

RESUMO

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Gabriela Caprini, sul-mato-grossense de 30 anos, viralizou ao compartilhar histórias de interações com famosos na internet, como assustar o cantor Tom Fletcher, do McFly, com um link de pegadinha, e participar de um FaceTime constrangedor com Dougie Poynter. Formada em Direito, ela abandonou a carreira jurídica para atuar com publicidade e criação de conteúdo, área que diz combinar com sua personalidade criativa.

No vídeo, Gabriela conta com orgulho o maior feito nesse sentido. "Se você lembra disso, você está na faixa dos 30", comenta ela, antes de começar a sequência de histórias improváveis. Uma delas envolve Tom Fletcher, integrante da banda McFly.

Gabriela contou que, na época, circulava um site usado para assustar pessoas e ela decidiu enviar o link ao cantor, disfarçando a pegadinha como se fosse uma pergunta comum.

"Um dia disfarcei esse site que mostrava a menina do exorcista e mandei para o Tom Fletcher, perguntando se aquele link era verdade. Consegui assustar ele lá em Londres, no Reino Unido, daqui de Campo Grande", relembrou.

A resposta do artista ficou marcada. Segundo Gabriela, Tom respondeu: "That’s really mean", algo como "isso é muito maldoso". Para ela, o registro virou quase um troféu. "Eu tenho esse tweet favoritado no meu coração", brincou.

A lista de interações ainda passa pelo Orkut. Gabriela foi uma das moderadoras da comunidade "Vida de Garoto", com alguns colírios da revista Capricho e, por causa disso, tinha contato pelo MSN com Caíque Nogueira e Dudu Surita. Federico Devito, o terceiro do grupo, não chegou a passar o contato. "Eu tenho mágoa disso até hoje".

Na comunidade, uma das funções de Gabriela era apagar publicações dos famosos trolls que apareciam nos tópicos para xingar os integrantes. A missão, no entanto, nem sempre foi cumprida com sucesso. "Não dei conta do meu trabalho e tomei bronca do Caíque Nogueira", contou.

Outra história que chamou atenção foi um FaceTime com Dougie Poynter, também integrante do McFly. Segundo Gabriela, ele era o principal par romântico das fanfics que escrevia na adolescência. A chamada aconteceu depois que uma amiga dela encontrou o músico e resolveu ligar para ela.

O detalhe é que a colega estava bêbada, decidiu entregar tudo. Disse a Dougie que Gabriela era apaixonada por ele, queria namorar e casar. "Sim, tudo era verdade, mas não precisava falar para ele", brincou Gabriela.

Apesar de hoje trabalhar com criatividade, comunicação e internet, Gabriela se formou em Direito. Ela conta que, já perto do fim da faculdade, percebeu que aquela não era a área em que queria construir a vida profissional. "Eu sempre me considerei uma pessoa muito criativa, muito curiosa, e eu acho que o Direito não me dava essa oportunidade de explorar esse meu lado".

Mesmo sem se identificar com a carreira jurídica, decidiu concluir o curso para pegar o diploma. Hoje, é advogada, mas não atua na área.

Longe da papelada, Gabriela tem uma agência de publicidade e trabalha criando conteúdo para outras pessoas. A trajetória como influenciadora, segundo ela, não foi planejada. Antes, ela tinha vergonha de se expor e, por isso, deixou passar várias oportunidades de produzir conteúdo para si mesma. Com o tempo, acabou cedendo. "Hoje eu super me identifico, gosto muito dessa parte da minha vida, também tem dado certo, então estou muito feliz com isso".

Nostalgia

Para Gabriela, o sucesso do vídeo tem relação direta com a identificação de quem também cresceu profundamente conectado. Ela lembra que, desde criança, gostava de internet, design, Fotolog, Orkut e fandoms.

"Eu não estava passando por uma época fácil na minha vida e acho que me encontrei nessa coisa nova que era, para a minha geração, a internet", contou.

Ela afirma que criou um verdadeiro "mundinho" online. Fez amizades pela internet, conheceu pessoas pessoalmente depois e aprendeu sozinha a mexer em ferramentas como o Photoshop.

O que começou como hobby, com capas para Fotolog, edições para Orkut e montagens inspiradas nos ídolos, acabou se transformando em trabalho. "Eu unia esses dois mundos, os meus hobbies, as minhas paixões, com essa vontade de criar".

O vídeo que viralizou não foi o primeiro nesse estilo. Gabriela já havia publicado conteúdos sobre crushes da infância e adolescência, além de vídeos brincando com celebridades das quais ela não gosta de forma "100% gratuita".

"Eu me surpreendi muito com a repercussão. Foram vídeos que eu quase descartei, porque achava que seria muito bobo falar sobre isso, e na verdade gerou uma identificação muito grande".

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