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Interior

Polícia procura batedor de carga encontrada em entreposto do tráfico

Homem ainda não identificado abandonou Amarok durante perseguição e se escondeu no mato

Por Helio de Freitas, de Dourados | 30/07/2026 12:42
Polícia procura batedor de carga encontrada em entreposto do tráfico
Policial ao lado de Amarok abandonada perto de área de mata; motorista fugiu (Foto: Divulgação)

A polícia está à procura de um homem ainda não identificado que atuou como batedor da carga de maconha transportada em uma Toyota Hilux SW4 prata, encontrada nesta quarta-feira (29) em um entreposto do tráfico em Dourados, a 251 km de Campo Grande.

RESUMO

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Dois homens foram presos em flagrante em Dourados, a 251 km de Campo Grande, após a polícia descobrir um entreposto do tráfico com 8.570 quilos de maconha. A droga, vinda do Paraguai, estava armazenada em uma Toyota Hilux SW4 roubada e em um contêiner. Um terceiro suspeito, que atuava como batedor em uma Amarok branca, fugiu para uma área de mata e segue foragido. As investigações apontam ligação dos envolvidos com organização criminosa que furta caminhonetes e as troca por drogas no Paraguai.

Conduzindo uma caminhonete Amarok branca ano 2021, o desconhecido acompanhou a Hilux lotada de maconha de Ponta Porã até Dourados, mas conseguiu fugir.

Após a descoberta do entreposto e a prisão de outros dois envolvidos, policiais rodoviários federais localizaram a caminhonete perto do Trevo da Bandeira, no cruzamento das rodovias BR-163 e BR-463, mas o condutor fugiu em alta velocidade e furou o sinal vermelho dos semáforos da Avenida Hayel Bon Faker.

Na Rua Humaitá, no Jardim Santo André, ele abandonou a Amarok e correu para uma área de mata, na margem do Córrego Paragem. Até agora o suspeito não foi localizado.

De acordo com a Delegacia Especializada de Fronteira da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Dourados, a SW4 apreendida no entreposto estava carregada com 1.760 quilos de maconha. O veículo tinha sido roubado em Coronel Sapucaia, na fronteira com Capitán Bado.

Outros 6.810 quilos da droga foram encontrados em um contêiner no barracão usado como depósito, na Sitioca Ouro Fino, na saída para Caarapó.

Segundo a polícia, o entorpecente trazido do Paraguai ficava armazenado no local até ser enviado para outros estados. Além da maconha, os policiais apreenderam no barracão um caminhão-baú, uma empilhadeira e balança de precisão.

As investigações mostram que os responsáveis pelo entreposto possuem ligação com uma organização criminosa especializada em furtar caminhonetes Toyota Hilux e trocá-las por droga no Paraguai.

Segundo o serviço de Inteligência da PRF, as 3 Hilux, furtadas em Dourados na madrugada do dia 13 de julho deste ano, foram trocadas por 1.500 quilos de maconha em território paraguaio e a droga foi trazida para o entreposto descoberto ontem.

Polícia procura batedor de carga encontrada em entreposto do tráfico
Viaturas em frente ao barracão usado como entreposto de maconha (Foto: Leandro Holsbach)

Os presos

Renato Pazeto Franco, de 27 anos, morador em Ponta Porã, e Luan Gonçalves Sarate, de 28 anos, residente no município de Amambai, foram autuados em flagrante na Polícia Civil por tráfico, por receptação da SW4 roubada e por adulteração de sinal identificador de veículo, já que a camioneta usava placa falsa.

No momento em que foram detidos, a poucos metros do entreposto, Luan conduzia um VW Tera branco ano 2026 e levava Renato Franco como passageiro. O carro é locado.

Renato confessou que foi contratado por um traficante conhecido como “Jonas” para trazer a SW4 com a droga de Ponta Porã para Dourados. Com antecedentes por tráfico, ele vinha sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, mas removeu o equipamento 5 dias antes da viagem para Dourados.

No interrogatório na 1ª Delegacia de Polícia, Renato confirmou que o condutor da Amarok atuou como batedor de estradas para a carga trazida por ele, mas alegou não ter visto o motorista.

Já Luan Gonçalves Sarate negou envolvimento com o tráfico. Alegou que trabalha em uma fazenda em Amambai e veio a Dourados para buscar equipamentos usados na propriedade.

Luan disse que foi até a Sitioca Ouro Fino apenas para dar uma carona ao outro homem e negou saber que Renato havia trazido a carga de maconha da fronteira.

Segundo a versão dele, foi “Jonas” que lhe pediu para buscar Renato Franco perto da BR-163, mas negou saber da existência do depósito de maconha. As investigações sobre o caso continuam, para tentar identificar o motorista da Amarok e os outros envolvidos no esquema.

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