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Diversão

Para produtores, toque de recolher ainda dificulta grandes shows

Apesar da liberação, produtores afirmam que as restrições tornam grandes shows inviáveis.

Por Thailla Torres | 28/07/2021 07:03
Show do Art Popular, um dos últimos realizados em Campo Grande antes das restrições da pandemia. (Foto: Henrique Kawaminami)
Show do Art Popular, um dos últimos realizados em Campo Grande antes das restrições da pandemia. (Foto: Henrique Kawaminami)

Promotores de grandes eventos como shows nacionais e espetáculos de teatro ainda pisam sobre a “incerteza” mesmo após a liberação de todas as atividades em Mato Grosso do Sul, segundo o novo Prosseguir divulgado ontem (27) pelo estado.

Agora, todas as atividades foram liberadas, mesmo as não essenciais de alto risco, inclusive shows e saunas, mas com restrições de acordo com a bandeira e o risco para covid-19 de cada município.

Nesse sentido, com a alteração, a intenção é que as atividades sejam retomadas, mas com lotação definida na classificação feita pelo programa.

Municípios de bandeira verde, os de grau baixo, poderão liberar com 100% da capacidade. Além disso, as cidades de grau tolerável, amarelo, poderão ter 90% da capacidade, as de grau médio, laranja, terão 70%, de grau alto, vermelha, terão metade, enquanto as de grau extremo, bandeira cinza, terão apenas 30%.

No entanto, para alguns produtores, a volta de eventos maiores como shows ainda é complicada diante das restrições. Um dos fatores é o toque de recolher, afirma o produtor Walter Junior, proprietário da Santo Show. “Tem que ver na prática se isso vai funcionar. O toque de recolher ainda é um pouco complicado. Eu tenho um DVD para setembro, mas estou aguardando mais flexibilização para divulgar”, afirma.

Para Leonardo Alencar, dono da Realiza Produções, a exigência de distanciamento também diminui a chance de retomada. “Torna inviável para quem atua com teatros, por exemplo. Sinto que ainda não dá para realizar nada”, resume.

Já o produtor Bruno Damus, diz que não pretende voltar com eventos neste semestre. “Não concordo com o retorno esse ano. Eu só concordo quando tiver 70% das pessoas vacinadas com as duas doses”, afirma.

Ele também destaca que as restrições desfavorecem a realização dos eventos. “A restrição de público para nós não vale à pena. Já estava difícil antes da pandemia, agora com restrição a conta não fecha. Eu vou esperar para voltar com 100% da capacidade”.

Douglas de Mello, sócio proprietário de casas de shows em Campo Grande, diz que está ansioso pela retomada, mas vai esperar o fim das restrições. “Nós estávamos esperando diminuir bem o contágio e número de mortes. Um show nacional requer mais atenção e capacidade maior de pessoas por conta do investimento. Enquanto não tiver seguro a gente não vai arriscar, porque a gente não quer contribuir para que aumente os casos. Só vamos conseguir trazer eventos nacionais ano que vem”, afirma.

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