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Diversão

Piraputanga tem casas de "veraneio" para quem quer escapar de Campo Grande

Por Anny Malagolini | 15/11/2013 07:40
Os amigos escolheram Piraputanga para diversão e descanso (Foto: Cleber Gellio)
Os amigos escolheram Piraputanga para diversão e descanso (Foto: Cleber Gellio)

Em busca da tranquilidade, longe do trânsito, do celular e de qualquer outro objeto que lembre tumulto, alguns campo-grandenses privilegiados construíram casarões no distrito de Piraputanga, a beira do rio. A opção nada tem a ver com o valor, com investimento, é escolha pelo sossego e aconchego, sem contar a lenda de que o vale de Piraputanga é mágico, repleto de energias positivas.

Desde que casaram, há 28 anos, a contadora Lígia Cândido, 47 anos, e o Arquiteto José Cândido, de 54, contam que tinham o sonho de ter uma casa em Piraputanga. A ideia começou por um amigo, que era dono de um pesqueiro na região, vendeu, e deixou a turma sem ter onde passar os finais de semana.

Em 2009, o sonho virou realidade. O casal construiu a casa, que leva o nome de "Muquifo do Pica-Fumo", próximo ao rio, hoje avaliada em R$ 300 mil. “Fiz pensando no bem estar, é a nossa curtição”, explica Lígia, que se diz encantada pelo distrito, principalmente pela segurança.

Como José é arquiteto, a casa foge do comum. É repleta de detalhes, construída com materiais de demolição. Na época em que compraram, eles contam que o terreno de 25 mil m² custou R$ 90.000,00. Hoje, o preço já não é o mesmo, subiu e muito, dizem.  “Pela infraestrutura está caro, o local foi super valorizado”, aponta o arquiteto. 

"Muquifo do pica-fumo" foi construído até com materiais de demolição. (Foto: Cleber Gellio)
"Muquifo do pica-fumo" foi construído até com materiais de demolição. (Foto: Cleber Gellio)

Os finais de semana do empresário Edivaldo de Souza, de 55 anos, também são no distrito que pertence a Aquiadauana. Ele relembra que a primeira visita ao local foi há muitos anos, em 1955. "Cheguei de trem", revela sobre o tempo que o transporte movimentava aquelas bandas.

Em uma casa mais simples, com uma grande varanda e um quintal até com horta, ele e a esposa, a designer Karen Strangevitch, de 45 anos, passam os finais de semana longe do tumulto.

Em Campo Grande, a vida é bem diferente. Os dois moram em apartamento, bem no centro da cidade. “Aqui, estamos perto da natureza, tão diferente do caos da cidade. Sinto que renovo as energias”, comenta Karen.

Por que não Bonito? A cidade mais famosa pelo ecoturismo em Mato Grosso do Sul? Segundo quem decidiu por Piraputanga, além de ser muito mais longe, a água é fria. A ideia é justamente uma casa próxima, para os finais de semana. Piraputanga fica a 80 quilômetros da capital, pouco mais de 1 hora de viagem.

Quintal grande e até horta fazem da diversão do casal que mora na capital (Foto: Cleber Gellio)
Quintal grande e até horta fazem da diversão do casal que mora na capital (Foto: Cleber Gellio)
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