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Além do cabelo, babosa também cuida da pele; veja como usar

Planta hidrata até o rosto, mas precisa retirar a toxina das folhas primeiro

Por Natália Olliver | 06/05/2026 08:06
Além do cabelo, babosa também cuida da pele; veja como usar
Babosa pode virar hidratante natural para a pele (Foto: Osmar Veiga)

A Aloe vera, conhecida popularmente como babosa, costuma ser lembrada apenas como aquela fórmula potente que devolve o brilho e a hidratação aos cabelos. Mas essa fama limitada não faz jus ao potencial da planta. No Trilha Orgânica desta quarta-feira (6), a agricultora urbana Marchia Chiad vai te mostrar como ir além e transformar a babosa em um hidratante natural para a pele, eficiente para cicatrizes e até queimaduras. Veja o vídeo.

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A babosa, conhecida cientificamente como Aloe vera, vai além dos cuidados capilares e pode ser transformada em hidratante natural para a pele. A agricultora urbana Marchia Chiad ensina o preparo correto, que exige retirar a aloína, substância tóxica da planta, deixando a folha em água por pelo menos três horas. O gel transparente obtido, batido com água filtrada, hidrata, cicatriza e auxilia em queimaduras leves. A mistura dura uma semana na geladeira.

O processo começa ainda na colheita, e aqui muita gente já erra. Nada de puxar a folha de qualquer jeito. O correto é cortar lateralmente, rasgando com cuidado. Ao fazer isso, a planta libera um líquido amarelo, chamado de aloína, uma substância tóxica e responsável por um cheiro desagradável que afasta muita gente do uso da babosa na pele.

"Ela deixa um cheiro ruim na babosa. Muitos não usam no rosto porque não acha um cheiro agradável, mas depois que retira a aloína o cheiro fica neutro e fica ideal para fazer a água de babosa".

Antes de qualquer preparo, esse líquido precisa ser completamente retirado. Para isso, o primeiro passo é cortar as laterais da folha, removendo os espinhos, e deixar que o líquido escorra.

Além do cabelo, babosa também cuida da pele; veja como usar
Além do cabelo, babosa também cuida da pele; veja como usar
Depois de retirar aloína, leite de babosa pode ser usado sem restrições por até uma semana (Foto: Osmar Veiga)

Em seguida, a folha deve ser colocada em um recipiente e ficar "em repouso". O tempo mínimo recomendado é de três horas, mas o ideal é deixar de um dia para o outro. Sem esse processo, o gel não fica adequado para uso na pele. É um detalhe simples, mas decisivo, explica Márcia.

Depois desse período, é hora de descascar a folha e retirar o gel interno, que precisa estar transparente e livre de resíduos amarelados. Esse gel é a parte mais valiosa da planta. Para transformar isso em um hidratante, basta bater com cerca de 500ml de água filtrada até que a mistura fique homogênea.

O resultado é um líquido esbranquiçado, com aparência semelhante ao leite. Coar é opcional. Segundo Marchia Chiad, essa “água de babosa” pode ser aplicada em todo o corpo, inclusive no rosto.

O produto atua como hidratante, tem ação cicatrizante e pode ajudar na aparência de manchas na pele. Também é utilizado em casos de pequenas queimaduras e machucados leves. A recomendação é aplicar à noite, deixar agir durante o sono e retirar pela manhã com água corrente. Não é uma solução milagrosa, mas um recurso simples que sai do quintal e vai para a mesa, nesse caso, para o corpo.

Além do cabelo, babosa também cuida da pele; veja como usar
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Para usar é preciso retirar espinhos, deixar a planta descansar por até 24 e bater o gel (Foto: Osmar Veiga)

Márcia ressalta que o armazenamento exige atenção. A mistura deve ser mantida na geladeira e utilizada em até uma semana. Passado esse período, a qualidade diminui. Uma alternativa prática é congelar o gel puro e preparar a mistura apenas quando necessário.

Outro ponto que reforça a praticidade da babosa é o cultivo. A planta é resistente, exige pouca irrigação e pode ser cultivada tanto em vasos quanto diretamente no solo. Como armazena água nas folhas, não demanda cuidados constantes, o que a torna uma opção viável até para quem não tem muita experiência com jardinagem.

"A babosa é fácil de cultivar. Depois que plantou não tem segredo. Uma vez plantada nunca mais fica sem".

Confira a galeria de imagens:

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Márcia relembra que, apesar de muita gente consumir babosa com a promessa de benefícios à saúde, essa prática não é recomendada no Brasil e não tem comprovações científicas. "A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não autoriza o consumo da planta justamente por causa da aloína, que pode ser tóxica."

Ou seja, usar na pele é uma coisa. Ingerir já entra em outro território, com riscos que muita gente ignora.

A Aloe vera se destaca como um recurso simples e acessível para cuidados básicos com a pele, graças à combinação de compostos que ajudam a manter a umidade, reduzir irritações leves e favorecer a recuperação superficial.

Quando preparada corretamente, sem a parte tóxica da planta, pode ser incorporada à rotina como alternativa econômica aos cosméticos convencionais. Ainda assim, é preciso manter o pé no chão: não substitui tratamentos médicos nem resolve problemas mais complexos, e seu uso deve ser feito com critério para evitar efeitos indesejados.

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