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Com aulas à distância, quarentena serve para colocar leitura em dia

Hábito de ler antes exercitado apenas no pouco tempo livre de estudantes, é passatempo durante isolamento

Por Danielle Errobidarte | 29/03/2020 08:34
Período sem aula pode ser aproveitado para estimular a leitura entre crianças e jovens. (Foto: Marcos Maluf)
Período sem aula pode ser aproveitado para estimular a leitura entre crianças e jovens. (Foto: Marcos Maluf)

Todo mundo tem aquele livro que espera há tempos para ler, mas quando sobra vontade, falta tempo livre. Seja na escola ou na faculdade, estudar o obrigatório exige que alguns livros sejam deixados de lado. Por isso, o período de isolamento social pode ser um bom motivo para tirar a poeira dos títulos que aguardam há meses para serem abertos.

O Lado B conversou com alguns estudantes e pediu para que dessem dicas de leitura para a quarentena. Apesar de agora poderem escolher com mais liberdade os gêneros dos livros, o atual momento também pode servir para encontrar na leitura uma pausa para reflexão.

Ana Beatriz escolheu o livro “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago que, coincidentemente, fala sobre um surto de cegueira sem motivo aparente que obriga as pessoas a ficarem reclusas em suas casas. “Eu já estava lendo antes do coronavírus, mas mostra uma situação bem próxima da que estamos vivendo. Ele é ótimo para termos noção sobre o que estamos passando e o que pode acontecer se piorar”.

A recomendação de Antônio Duarte é “Sapiens: Uma breve história da humanidade”. Ele aproveitou o período para ler obras recomendadas por youtubers e que, com as aulas, não conseguia priorizar. “O autor Yuval Harari conta a história da criação a civilização humana, até os tempos atuais. Em cada período, tem um estudo daquela sociedade com diferentes pontos de vista”.

Ana separa um cantinho da casa apenas para leitura. (Foto: Arquivo Pessoal)
Ana separa um cantinho da casa apenas para leitura. (Foto: Arquivo Pessoal)

Já Ana Goes aproveitou a lista passada por um de seus professores no semestre, e escolheu livros pela temática já estudada em sala. Por isso, ela está lendoa  “A Desumanização”, do Valter Hugo Mãe.  “Fazendo isso eu continuo atualizada do conteúdo da escola e consigo me preparar para o Enem, e assim não fico parada nessa quarentena. O autor faz refletir sobre a vida e as relações interpessoais”.

Felipe Garcia também aproveita o período sem aulas presenciais para ler sobre o modernismo brasileiro, conteúdo da disciplina de literatura, que estudava antes da pandemia. Ele lê “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. “Foi difícil me preparar no quesito de escolher quais livros queria. Em um dia estávamos com a rotina normal e, praticamente no outro, a quarentena começou. Por conta disso estou me limitando aos livros que me emprestaram, aos que guardo em casa ou estão disponíveis online. Geralmente eu só lia quando tinha brecha nos horários, no ônibus, andando ou durante o intervalo de almoço”.

Lúcia Britto costuma ler pelo celular, com um filtro de luz azul para dar mais conforto aos olhos. Os livros físicos deixados de lado há algum tempo, ganharam espaço para preencher o tempo livre da quarentena. “Recomendo “O gigante enterrado”, do Kazuo Ishigurro. É um livro de fantasia, ótimo para tirar a cabeça da nossa realidade complicada sem deixar de ler algo com qualidade. Tenho tentado ler os físicos que estavam na lista, para sair das telas um pouco”.

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