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Langrisser 1 & 2 revivem um franquia adormecida; confira nossa análise

Por Luís Filipe | 19/03/2020 06:35
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Originalmente lançado para Mega Drive pela Masaya Games em 1991, Langrisser veio para o Ocidente na época com nome de Warsong e já nos trazia um bom jogo de RPG tático. Mesmo tendo qualidade, ele é desconhecido pelo público ocidental, visto que apenas o primeiro jogo foi lançado fora do oriente.

Apesar da série já contar com outras coletâneas e relançamentos, é agora em 2020 que pela primeira vez temos os dois primeiros jogos refeitos com gráficos atuais e lançados fora do Japão. Langrisser I & II foi desenvolvido pela Extreme (antiga Masaya) e publicado pela NIS America, ele chega para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC.

Para os mais puristas, podemos jogar no estilo retrô com gráficos em pixel art que remete a era dos 16 bit e também com a trilha sonora similar às versões lançadas em 91 e 94 respectivamente. Por padrão, o jogo vem com as animações refeitas e diálogos totalmente dublados (aqui com vozes em japonês). Jogamos a versão de Nintendo Switch e o jogo não foi localizado para português.

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Langrisser é um jogo bem intuitivo, até para novos jogadores ele é fácil de se aprender. Como um clássico RPG tático, no estilo de Shining Force, controlamos um grupo de heróis que aumenta à medida  em que a história prossegue, porém aqui temos uma diferença entre os demais jogos do gênero: podemos recrutar mercenários para nos ajudar nas batalhas. O interessante é que a medida que seu personagem evolui, você pode contratar diferentes ajudantes para aquele herói. Habilidades e equipamentos podem influenciar até mesmo no limite de unidades que podemos recrutar.

No entanto, o esquema de recrutar mercenários não é obrigatório, depois da terceira ou quarta batalha já estava jogando sem contratar novos recrutas e conseguindo avançar no jogo apenas com minha equipe principal. Após aprender as mecânicas do game, e se entende como funciona as batalhas, dá para terminar o jogo apenas com seus personagens.

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Sobre as batalhas, são diversas novidades que a medida que a jogatina avança aprendemos mais sobre seu funcionamento. Por exemplo, cada personagem possui um CP (class point) que serve para mudar sua classe e se tornar mais forte, o jogo tem um sistema de MVP (personagem mais importante em batalha) que privilegia o herói que derrotou mais inimigos com CP bônus ao final da peleja. Ao final, surge uma tela com todos os personagens e o tanto de eliminações que cada herói fez, exceto os personagens derrotados que ficam com zero eliminações (mesmo que tenham derrotado diversos inimigos).

Diferente de outros RPGs táticos onde cada personagem pode levar itens de cura, Langrisser possui apenas 3 tipos de itens: Armas, itens defensivos (escudos, armaduras, etc.) e acessórios. Para compensar essa defasagem, toda vez que um personagem aumenta de nível ele recupera todo seu HP e MP.

A batalha é bem intuitiva, porém a aventura apresenta alguns aspectos que como amante do gênero me irritou um bocado. Ao utilizar uma magia você não consegue andar e movimentar-se pelo cenário e vice e versa. Às vezes era preciso deixar o personagem “para trás” para poder se curar com magias. Porém ao utilizá-las, o guerreiro ganha experiência, o que de certa forma compensa este ponto.

O que gostei bastante em Langrisser foi seu sistema de classes, cada herói aprende novas habilidades e magias quando faz essa mudança. É aí que entra o CP, o jogo disponibiliza uma árvore de classes, onde ficamos mais forte à medida que trocamos de classes.

Langrisser é uma boa pedida para os amantes de jogos de RPG tático, conta com dois games com histórias e protagonistas diferentes com um fator replay alto e excelente trilha sonora. Vale a pena jogar até para aqueles que não são tão acostumados com o gênero.

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