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Pixel Ripped 1995 traz diversão e nostalgia para a realidade virtual

Por Edson Godoy | 21/05/2020 07:21
A franquia se notabilizou por trazer a jogabilidade "jogo dentro do jogo".
A franquia se notabilizou por trazer a jogabilidade "jogo dentro do jogo".

Que tal você entrar em um túnel do tempo de volta a 1995, época em que os dominantes consoles de 16-bit começaram a abrir espaço para a geração 32-bit e seus jogos cheios de polígonos? Pixel Ripped 1995 oferece isso e muito mais para o jogador dos equipamentos de realidade virtual Oculus Rift, HTC Vive e PlayStation VR. Confira a nossa análise do jogo em sua versão para o VR da Sony, disponível na PSN desde 12/05.

É impossível falar de Pixel Ripped 1995 sem falar do seu antecessor, Pixel Ripped 1989. Nele você controla Dot, a heroína que tinha que combater o malvadão Lord Cyblin, tudo isso em um mundo baseado nos jogos da era 8-bit, mas que ia além, colocando o jogo dentro do jogo, pois nele Dot era ajudada pela menina Nicola, que comandava a protagonista usando seu videogame portátil, tudo isso em meio a uma professora que não gostava nada nada de ver os alunos bagunçando, ou pior, jogando videogame dentro da sala de aula. Mas a causa era nobre. Era necessário salvar o mundo dos games e também o mundo real.

Nicola e Dot conseguiram isso, e o ano de 1989 estava novamente em paz. Mas Lord Cyblin retorna em 1995 para mais uma vez colocar os dois mundos em perigo e cabe a Dot, agora já mais madura, em meio à geração 16-bit, repelir mais uma vez os ataques do malvadão. Desta vez o desafio é maior, e para isso será necessária a ajuda do maior jogador de videogame de 1995, o menino David, um garotinho de nove anos que manda muito bem nos jogos eletrônicos.

Mas quem não fica muito feliz com esse amor de David pelos jogos é sua mãe, que sempre usa discursos como “o videogame faz mal para a saúde” e coisas do gênero para tirar David das aventuras virtuais. Mas agora é necessário jogar para salvar o seu mundo, então distrair a sua mãe para poder enfrentar essa missão é obrigatório!

Já é de se imaginar que na franquia Pixel Ripped, a nostalgia é constantemente estimulada, mas os jogos da série conseguem fazer isso de forma tão leve e original, que essa volta ao passado não chega a cansar o jogador. Pelo contrário, você fica a todo tempo curioso, imaginando qual será a próxima surpresa do passado gamer que o jogo trará. E tudo isso colocará um sorrisão no rosto de quem joga.

Ao final de cada fase, você enfrentará o chefão!
Ao final de cada fase, você enfrentará o chefão!

Ao menos foi assim comigo no decorrer de todo o jogo. E se eu tivesse que resumir Pixel Ripped 1995 em uma frase, com certeza seria “uma deliciosa viagem no tempo”. Ao todo são seis fases, cada uma com estilo de jogabilidade próprio, sempre inspirado em algum grande clássico da história dos videogames. Você começa em uma fase no estilo ação e aventura 2D no melhor estilo dos jogos da franquia Zelda, passando por estágios que seguem o gênero de jogos como Sonic, Metroid, Castlevania, Streets of Rage e muito mais.

Ao final de cada fase, você enfrentará o chefão, sempre com estilos de jogabilidade diferentes, rendendo ainda algumas homenagens a jogos como Road Rash e Pit-Fighter. No meio de tudo isso, rolam os “dramas” da vida real em que David é colocado, seja para resolver sua complicada relação com a mãe, ou para repelir o bullying do menino chato do bairro.

Ok, até agora só elogios. Mas de verdade você não encontrou nenhuma falha no game, Edson? A única coisa que achei que poderia ter ficado melhor foi a fase no estilo luta de rua, que ficou um tanto simplista demais em termos de jogabilidade. Mas em um jogo com tantos estilos diferentes, é de se esperar uma certa simplificação em alguns deles. Ainda assim, tem espaço para melhora.

Mas pera aí, só isso de defeito, É? Tá bom, vai. Vou apontar mais um: o jogo não é tão longo, podendo ser terminado em menos de 3 horas. Mas esse é um período até longo para um jogo de realidade virtual, que no geral são mais curtos mesmo. E também só se torna um defeito à medida que você não quer parar de jogar e descobrir coisas novas. E essa vontade, Pixel Ripped 1995 entrega com sobras.

Outro ponto notado é que, ao menos por enquanto, o game está disponível apenas em inglês, sem opção de legendas em português. A informação obtida junto aos desenvolvedores é de que estão trabalhando nisso e que provavelmente dentro de três meses o português já esteja disponível no game. Outra pergunta que fizemos a eles foi em relação a um possível lançamento em mídia física, principalmente porque o primeiro jogo da franquia ficou apenas disponível em mídia digital. E aqui temos uma ótima notícia: Pixel Ripped 1995 sairá em mídia física, ainda sem data prevista para lançamento.

Qual seria então a indicação para Pixel Ripped 1995? Bom, para quem viveu intensamente uma das décadas mais legais da história dos videogames, que foi a de 90, Pixel Ripped 1995 é uma experiência simplesmente imperdível! Qualquer retrogamer ficará hipnotizado com esta verdadeira homenagem aos jogos do passado, dentro da alta tecnologia da realidade virtual. Se você gosta de videogames em geral, mas não tem muito apego ao passado, não fique triste: basta lembrar que a maioria desses jogos e personagens homenageados estão no mercado até hoje, tornando o game também atrativo a você.

Ah, e se você quiser mais uma dica infalível, confira o vídeo da análise que fizemos sobre o primeiro jogo da franquia, Pixel Ripped 1989. E amanhã no canal do VGDBbr sai vídeo novo mostrando mais detalhes desta análise de Pixel Ripped 1995. *Análise feita com código cedido pelo desenvolvedor.