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Sabor

Irmãos comandam 3 rodízios de sushis diferentes, mas garantem: sem guerra

Por Anny Malagolini | 13/12/2013 06:53
Paulo (ao centro), se tornou proprietário do "Midori" (Foto: João Garrigó)
Paulo (ao centro), se tornou proprietário do "Midori" (Foto: João Garrigó)

A aposta no sushi mudou a vida da família Nascimento. De caminhoneiro e açougueiro, os irmãos Paulo, de 44 anos e Adriano, de 32, abriram restaurantes no mesmo ramo e viraram concorrentes, o “Sushi Express” e o “Midori”. Se não bastasse, a irmã também entrou na onda, comandando o “Império do Sushi”.

Adriano é proprietário do Sushi Express, um dos mais antigos restaurantes desse tipo na cidade, criado há nove anos. Foi ele quem ensinou o irmão a preparar o prato japonês.

Quando era açougueiro, no supermercado em que trabalhava foi aberto um setor de sushi, então ele se arriscou assumindo o posto de sushiman. Com a grande procura para que atendesse em festas, Adriano resolveu abrir o seu próprio restaurante. Hoje são quatro lojas em Campo Grande.

O irmão Paulo, que na época era caminhoneiro, passou a ajudar Adriano na nova empreitada. “Para ter um dinheiro a mais fazia free lance com sushi”, comenta.

Com a experiência, os planos mudaram e a vontade de ter o próprio restaurante ficou séria. Mas com receio de que o irmão não gostasse, Paulo adiou a ideia por três anos, até que teve uma boa surpresa. “Me surpreendi, ele foi o primeiro a me dar força”, lembra sobre a reação do irmão. A casa já existe há dois anos, na rua Maracaju, 1.444.

Paulo explica que entre os irmãos não há nenhum combinado. E as diferenças entre os pratos são de tamanho e de tempero. “Tem espaço pra todo mundo. Meu irmão sempre me dá orientação para eu melhorar o negócio, ele tem mais experiência”, afirma.

Os pratos são parecidos, já que um ensinou ao outro, e o preço tem pouca diferença. No Midori, o rodízio simples custa R$ 26,90, enquanto no Express é R$ 29,90.

Adriano recorre ao velho ditado: “O sol nasce pra todos”, para deixar claro que não estabelece qualquer competição.

Para ele, ter o mesmo tipo de comércio que os outros irmãos não é nenhum problema. “Aumentamos a nossa amizade, temos a parceria comercial além de familiar. Tem espaço, cada um faz seu mercado”, acredita.

Rodízio do restaurante Midori.
Rodízio do restaurante Midori.
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