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Sabor

Muito além de sushi, amigos apostam em comida afetiva do Japão

Amigos trouxeram a culinária japonesa e diferentes pratos para o dia a dia do campo-grandense

Por Letícia Ávila | 27/03/2021 07:35
Restaurante traz comida caseira asiática (Foto: Arquivo Pessoal)
Restaurante traz comida caseira asiática (Foto: Arquivo Pessoal)

Nem só de rodízio de sushi vive a culinária japonesa na Capital. Com a proposta de trazer novos sabores da gastronomia nipônica, o jornalista e chef de cozinha Daniela Aguena e o gastrônomo Matheus Graciano criaram o Nami Asian Food, um restaurante que traz comfort food, comida caseira e afetiva lá do Japão.

O Nami, como é mais conhecido, foi criado por Dani e Matheus dentro da proposta de izakaya. “Nada mais é do que o conceito de cozinha aberta à vista do cliente e também pelo balcão do bar”, explica Daniela.

A chef reflete que o estado tem muita influência da cultura asiática, especialmente a japonesa. Ela mesma vivenciou essa tradição dentro de sua família. “Meus bisavós vieram do Japão e boa parte do que servimos, dos sabores e de como fazer, fez parte da minha infância. É algo de memória afetiva mais do que tudo”, conta.

Já Matheus reforça que a comida asiática vai além do tradicional sushi e sashimi que o brasileiro tanto gosta e, então, por que não trazer isso para cá? “Queríamos trazer essa comida ‘comfort’ que agrada todos os tipos de paladares. Ficamos receosos no começo porque foi algo novo pra gente também, mas o público está gostando bastante e estão nos procurando, seja para levar pra casa, seja para delivery”, diz.

Opções gastronômicas têm entrada e pratos individuais. (Foto: Nami)
Opções gastronômicas têm entrada e pratos individuais. (Foto: Nami)

O cardápio traz opções de entrada, pratos individuais e sobremesas típicas japonesas. Como entradas, tem o mandiopã (salgadinhos à base de mandioca) que sai por R$ 8,00 e a kimpira gobo – uma salada com raiz de bardana, cenoura, gergelim e outros condimentos – por R$ 15,00.

O tradicional onigiri (bolinho de arroz japonês) também faz parte do menu por R$ 10,00, levando gohan (arroz japonês), recheado com gobo, cenoura, vagem, shitaki, hijiki (alga marinha marrom) e condimentos. O karaage (frango frito japonês) custa R$ 18,00 e o kushiyaki (espetinho oriental) varia de R$ 22,00 a R$ 27,00, isso acompanhado de salada fresca e picles.

Espetinho tradicional japonês (Foto: Arquivo Pessoal)
Espetinho tradicional japonês (Foto: Arquivo Pessoal)
Onigiri tradicional também está no cardápio (Foto: Arquivo Pessoal)
Onigiri tradicional também está no cardápio (Foto: Arquivo Pessoal)

Nos pratos individuais, os baos são um dos destaques. Os pãezinhos cozidos à vapor com diferentes recheios, desde carne de panela desfiada com molho kimchi a culinária vegetariana com berinjela ao molho oriental com maionese kewpie, todos por R$ 15,00. O katsudon é servido em tigela de arroz, com lombo empanado, ovos e cebola ao molho tarê, por R$25,00.

Tem também o rice wok, arroz e legumes salteados na panela de mesmo nome, servido com barriga de porco ou com cogumelos salteados, por R$27,00. O karê bowl traz o tradicional curry japonês com legumes e acompanhado de arroz, isso por R$ 20,00.

Sobremesas japonesas também estão no cardápio (Foto: Arquivo Pessoal)
Sobremesas japonesas também estão no cardápio (Foto: Arquivo Pessoal)

Além de cheesecake e sorbet de banana, o bolinho de chuva tradicional japonês é uma das delícias de sobremesa, acompanhado com geleia de hibisco e matcha, por R$ 12,00.

Com uma decoração urbana e ao mesmo tempo oriental, o restaurante contou – além dos próprios chefs – a ajuda de familiares, amigos e até de namorado para dar forma na arquitetura do espaço. “O Matheus cuidou de partes da reforma, os parentes também ajudaram. Os objetos de decoração são inclusive nossos próprios itens pessoais, presentes e coisas que gostamos”, explica Dani.

Arte do restaurante traz ondas japonesas como decoração (Foto: Arquivo Pessoal)
Arte do restaurante traz ondas japonesas como decoração (Foto: Arquivo Pessoal)

Pela afeição pela arte de rua, o ponto mais chamativo é a ilustração de ondas no estilo de xilogravura tradicional japonesa do artista Rafael Mareco. “A ideia veio pelo próprio nome do restaurante, pois 'nami' significa onda em japonês. Queríamos também trazer esse ar descolado que o grafite tem”, recorda Daniela na época.

Formada em jornalismo pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Daniela trabalhou um tempo na área mas decidiu mudar de carreira: em 2015, apostou com tudo na gastronomia, onde cursou na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina. “No curso, conheci o Matheus, trabalhamos juntos e percebemos que tínhamos visões parecidas sobre a cozinha que tanto amávamos”.

Em 2018, quando terminaram o curso, resolveram colocar em prática o desejo de explorar a gastronomia da América Latina. A ideia era percorrer alguns países, trabalhando em restaurantes e mudando de tempos em tempos. “A primeira parada foi o Chile, e o que era pra durar seis meses virou quase dois anos”, relembra.

Depois de tanto tempo longe de casa, os dois decidiram voltar ao Brasil. Daniela voltou para Mato Grosso do Sul e Matheus seguiu para Santa Catarina. Quando Matheus decidiu mudar para Campo Grande, os sonhos viraram planos certeiros. “Já dividimos trabalhos, casa e agora brincamos que somos mais que amigos, somos sócios!”, afirma Dani.

Daniela Aguena e Matheus Graciano, sócios do Nami (Foto: Everson Tavares)
Daniela Aguena e Matheus Graciano, sócios do Nami (Foto: Everson Tavares)

Abrir um novo negócio em meio a uma pandemia que já dura um ano não é fácil, mas os dois não desistiram. “A gente se preocupa muito com a situação porque entendemos a gravidade do momento, incentivamos as pessoas a ficarem em casa para a gente entregar da melhor maneira que pudermos. A situação pede um pouco mais de cautela e o dia a dia de produção, entrega, contato com o cliente a gente vai ajustando de pouco a pouco”, finaliza.

Confira mais sobre o restaurante no perfil do Instagram. O endereço físico fica na avenida Mato Grosso, 56, – Centro, aberto tanto delivery quanto retirada,

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