Mesmo com queda de receita, Prefeitura garante pagamento da folha de pessoal
Com impasse no IPTU, houve redução de 50% nos pagamentos à vista e o município arrecadou apenas R$ 170 milhões
Mesmo com queda na arrecadação, em razão dos impasses envolvendo a cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e da TRSU (Taxa de Remoção de Resíduos Sólidos Urbanos) para o exercício de 2026, o secretário municipal de Finanças, Isaac José de Araújo, afirmou nesta quarta-feira (11) que os salários dos servidores não serão prejudicados nos primeiros meses do ano.
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“Tivemos uma queda na arrecadação nesses primeiros meses. A princípio, os salários não vão ser prejudicados nesses primeiros meses. Até mesmo em razão da decisão [sobre a taxa do lixo] da Câmara ontem, que trouxe mais clareza à situação, nós temos evidências de que vamos pagar os salários nas datas previstas”, disse o secretário durante coletiva de imprensa sobre o IPTU, realizada no plenário do Paço Municipal.

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Sobre os reajustes salariais previstos para as categorias da educação, saúde e demais servidores municipais, a gestão informou que cada caso será analisado conforme se aproximarem as datas de discussão. “Quanto ao aumento, a gente está estudando e vai estudar ao longo do ano. É um tema que ainda vamos discutir”, afirmou Isaac.
O secretário de Governo, Ulisses Rocha, também reiterou que irá esperar o momento para a discussão. “Há a questão de data-base e reajuste de cada categoria, mas quando chegar o momento iremos discutir”, disse.
No dia 14 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande já havia anunciado que deixou de arrecadar cerca de R$ 200 milhões nos primeiros dias do ano, em meio à polêmica envolvendo o IPTU da Capital.
Além disso, conforme explicou ontem (10) o secretário de Governo, o município já perdeu 50% do valor que seria recebido à vista. “Era 350 milhões em 2025 e 170 milhões em 2026”, declarou Ulisses Rocha.
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