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Sabor

Para comer por até R$ 5,00, jeito é apelar para prato feito no Centro da cidade

Por Anny Malagolini | 29/05/2013 10:03
Preços na parede são maior atrativo para quem quer comer barato.
Preços na parede são maior atrativo para quem quer comer barato.
Na porta, o cardápio.
Na porta, o cardápio.

O cardápio é simples, não oferece nada muito além do arroz com feijão e uma “mistura”. Mas se o que vale é o preço, quem quer almoçar no Centro de Campo Grande não precisa gastar mais de R$5,00.

Na Afonso Pena, no restaurante “Grill e Cia”, de Tereza Gomes Corsino, de 63 anos, esse é o preço do prato feito. Para conseguir o valor tão baixo, Tereza conta que vive atrás de promoções e corta vários custos. “Eu mesmo faço o almoço, compro a peça inteira da carne e eu mesmo é quem fatio ela, sai mais em conta e não perde a qualidade”.

No cardápio são oferecidos dois tipos de carne, de frango ou boi, além do arroz e feijão, também tem massa, como macarrão spagueth e polenta. E salada.

O PF tem um pedaço de carne a escolher. Para evitar ser trapaceada, já que cada cliente serve o próprio prato, um funcionário passa de mesa em mesa e disfarçando faz perguntas do tipo "precisa de alguma coisa?" Assim, dá uma “espiada” no prato do cliente para ver quantas fatias de carne tem. “Tem cliente que esconde a carne embaixo do monte de arroz, acredita?”, conta Tereza. O prato feito com dois pedaços de carne sobe para R$7,00 e o self-service custa R$11,00 por isso a malandragem

O advogado Marcelo Pereira, de 37 anos, recorreu à comida simples e caseira para almoçar durante a semana. “O preço é acessível, ir comer em casa fica mais caro do que almoçar em restaurante”, afirma. Há 17 anos com o restaurante "Felipe", o proprietário Odair José Camargo, de 38 anos, atende em média 400 clientes por almoço com a promessa de comida boa e barata.

Na Barão do Rio Branco, o PF sai por R$ 4,50. O cardápio é repetido toda semana, então quem for hoje e voltar no mesmo dia da próxima semana vai comer a mesma coisa. Na segunda-feira, é servido bobó de galinha e as sextas strogonoff de carne.

O restaurante funciona em um corredor e no aperto mesmo os clientes conseguem comer e, bem, afirma a vendedora Gerci Lopes Carneiro, de 46 anos, “Trabalho no centro e aqui é o mais barato”. Há três meses almoçando no local, ela conta que mudou de restaurante depois que a concorrência subiu o “PF” para R$5,00, “R$0,50 faz diferença no orçamento, então troquei e não me arrependo”.

O proprietário justifica o preço baixo: “Se eu vendesse a R$10,00 não teria meia dúzia de cliente aqui, então ofereço comida simples”.

Para os colegas de trabalho, Alceu Paiva Gonçalves e Erivelton Sabino, encontrar um restaurante no Centro de Campo Grande não é fácil. "Ou é caro e se é barato a comida não é das melhores. A diferença de preços entre restaurantes chegam a 30%, aqui é a melhor opção”, afirma Alceu.

Advogado diz que comer PF é mais barato que almoçar em casa.
Advogado diz que comer PF é mais barato que almoçar em casa.
Para comer por até R$ 5,00, jeito é apelar para prato feito no Centro da cidade