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Sabor

“Podrão” resiste desde 1990, graças a um pai louco por Led Zeppelin

Lanchone Zeppelin ficou famosa na Mata do Jacinto, com a alegria de uma família que conquistou moradores

Por Thailla Torres e Jéssica Fernandes | 17/01/2022 09:11
Seu Idelbrando mostrando foto de como a lanchonete começou ao lado da filha e do genro. (Foto: Henrique Kawaminami)
Seu Idelbrando mostrando foto de como a lanchonete começou ao lado da filha e do genro. (Foto: Henrique Kawaminami)

Na Mata do Jacinto, se você perguntar por Idelbrando Luiz, de 69 anos, talvez poucos reconheçam. Mas se chamar pelo “Tio” do Zeppelin Lanches, todo mundo reconhece. A lanchonete que começou em um trailer resiste desde a década de 90, quando um goiano decidiu vir atrás família que se mudou para Mato Grosso do Sul.

Com experiência no podrão, nome dado aos famosos lanches de rua, Idelbrando resolveu investir nos sandubas por aqui também e abriu um trailer na região da Mata do Jacinto, numa época “em que não tinha quase nada por perto, só mato”, recorda.

Amigo dos primeiros vizinhos, a simpatia de Idelbrando o tornou protegido até pela extinta “Gangue da Chavasca” – reza a lenda que se tratava de um grupo chefiado por mulher, que colocava o terror na cidade. “O pessoal até acompanhava minha esposa até em casa quando saímos tarde da noite”, lembra.

O lanche logo ficou famoso na região pelo recheio generoso, mas principalmente pela maionese que Idelbrando e a esposa não revelam a receita de jeito nenhum. “Segredinho de família, né?”.

Fã de Led Zeppelin, essa é a razão do nome da lanchonete. (Foto: Henrique Kawaminami)
Fã de Led Zeppelin, essa é a razão do nome da lanchonete. (Foto: Henrique Kawaminami)

E além dele, outros irmãos e um tio também abriram outras unidades da lanchonete pela cidade. Uma delas fica lá na Euler de Azevedo. “E assim, fomos conquistando a cidade toda. Tem gente que vem do Rita Vieira, Jardim Noroeste e até Moreninha comer o nosso lanche”, conta a filha Renata Moraes, que hoje, é quem administra a lanchonete no bairro junto ao marido, Orcilei Santos.

O pai resolveu se aposentar, mas vira e mexe está pela lanchonete. O “Tio” famoso nunca foi esquecido e até hoje, é questionado sobre o nome da lanchonete, que traz na logomarca um dirigível. “Tem gente que não conhece e acha que é um foguete”, conta Renata.

Mas a inspiração do nome feio de um fã enlouquecido pela banda britânica de rock icônica Led Zeppelin, por isso, a lanchonete seguiu com esse título.

Segurando uma foto em mãos, a família inteira se orgulha do crescimento da lanchonete. “Aqui, não tinha nada, veja só. Era só o trailer”, diz a filha. Em seguida, o pai se emociona ao dizer que, há 17 anos, conseguiram evoluir e construir uma estrutura de alvenaria.

Lanche divulgado nas redes sociais da lanchonete.
Lanche divulgado nas redes sociais da lanchonete.

Desde então, a lanchonete bomba com os tradicionais “podrões”, mas o sucesso mesmo é o lanche Zeppelin, feito com filé mignon, cebola e generosos pedaços de bacon. “Todo mundo adora”.

Quanto à maionese, claro, acompanha todos os sandubas. Caso falte, o povo reclama. Por isso, a receita de família é guardada a sete chaves, para manter a originalidade e prender a freguesia, que não dispensa o molho de acompanhamento.

O casal, que hoje comanda a lanchonete, também mantém o desejo do pai que o espaço seja um ambiente familiar, por isso, não há música e nem festança no espaço. “É para família inteira chegar, comer tranquilamente, confraternizar em paz”.

Orgulhosa, Renata ainda elogia o trabalho duro do pai e da mãe Maria das Dores. “Eles quem sustentaram todos nós com muito esforço. Também faço um agradecimento especial ao meu tio Manoel Luiz”, finaliza a filha.

Quem quiser conhecer o espaço do famoso “Tio”, a lanchonete funciona de segunda a sábado, das 17h às 00h, e fica na Rua Olímpio Klafke, 342 - Mata do Jacinto.

Foto da família e colaboradores, orgulhosos da lanchonete que deu certo desde 1990. (Foto: Henrique Kawaminami)
Foto da família e colaboradores, orgulhosos da lanchonete que deu certo desde 1990. (Foto: Henrique Kawaminami)

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