Você pode ter feito chá errado a vida inteira e nem sabia
Aquele “chazinho da vovó” tem técnica: especialista mostra o jeito correto e os segredos do preparo
Você pode estar fazendo chá errado a vida toda e não sabia disso. Nem todos devem ser feitos do mesmo jeito. Apesar de parecer simples, o preparo muda de acordo com a parte da planta utilizada. Hoje, no Trilha Orgânica, a agricultora Márcia Chiadi ensina como não errar mais e deixar o seu chá preferido ainda mais saboroso. Afinal, até o tradicional “chazinho da vovó” tem uma técnica por trás.
RESUMO
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A agricultora Márcia Chiadi alerta que o preparo do chá varia conforme a parte da planta utilizada. Folhas delicadas, como hortelã e erva-cidreira, exigem infusão, com água quente despejada após o fogo ser desligado. Cascas, raízes e sementes requerem cocção, com fervura prolongada. Folhas secas devem ser usadas em menor quantidade, pois os nutrientes ficam concentrados. Existe ainda a maceração, com água fria ou em temperatura ambiente.
O hábito de colocar qualquer folha, raiz ou casca na panela e deixar cozinhar pode não ser a melhor escolha. “Chá não é tudo igual. Nem toda planta pode ser fervida”, explica Márcia. Segundo ela, um dos erros mais comuns de quem prepara bebidas naturais em casa é tratar todas as plantas da mesma maneira.
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O segredo está em observar qual parte da planta será usada. Folhas mais delicadas e flores, como hortelã, erva-cidreira e capim-limão, não devem ser cozidas junto com a água. O preparo indicado é a infusão, quando a água é aquecida até levantar fervura, o fogo é desligado e a planta é acrescentada depois. Por último, o recipiente deve ser tampado por alguns minutos.
“A infusão é mais para folhas moles. A gente coloca a água quente, tampa e deixa descansar. Não precisa ferver a folha. Isso perde todos os nutrientes dela”, explica.
Já partes mais resistentes, como cascas, raízes e sementes, precisam de outro processo. A cocção, que é diferente da infusão, consiste em deixar a planta ferver por alguns minutos para ajudar na extração dos compostos presentes nessas estruturas.
“A caninha-do-brejo, também conhecida como cana-de-macaco, tem uma estrutura mais dura, então precisa ferver. Toda planta que for dura precisa da cocção”.
Outro detalhe que muda o resultado é a diferença entre folhas frescas e desidratadas. Márcia explica que as secas devem ser usadas em menor quantidade porque, após perderem água, os nutrientes ficam mais concentrados.
“A folha seca já desidratou, já saiu toda a água e fica só o princípio ativo da planta. Então a quantidade precisa ser menor”, afirma.
Durante o preparo de uma infusão de erva-luísa, também conhecida como cidró, a agricultora mostra que a receita é simples: uma pequena quantidade de folhas, água quente e alguns minutos de espera.
“Colocou a água, tampa e deixa fazer a infusão. O aroma fica muito delicado”, conta.
Além da infusão e da cocção, Márcia lembra que existe ainda a maceração, utilizada em algumas preparações, quando a planta fica em contato com água fria ou em temperatura ambiente por determinado período.
Para a agricultora, o principal erro está na ideia de que todo chá segue a mesma receita. “Não é só pegar a planta e ferver. Cada uma tem uma forma correta de preparo”, resume.
Com a popularização dos chás naturais e das plantas cultivadas em casa, o alerta é simples e direto: antes de colocar qualquer folha na panela, vale entender se aquela planta precisa de calor intenso ou não.
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