ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
FEVEREIRO, QUARTA  21    CAMPO GRANDE 27º

Lado Rural

Kit da Embrapa Gado de Corte facilita a difusão de cultivares de pastagens

Até o final do passado, cerca de 60 campos foram criados em todo o Brasil com a distribuição do kit

Por José Roberto dos Santos | 12/02/2024 11:25
Campo Agrostológico são áreas destinadas ao cultivo e demonstração das forrageiras. (Fotos: Divulgação/Embrapa)
Campo Agrostológico são áreas destinadas ao cultivo e demonstração das forrageiras. (Fotos: Divulgação/Embrapa)

Para difundir as cultivares de capins pelas regiões produtoras de gado de corte do País, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), através de sua unidade de gado de corte, em Campo Grande (MS), em parceria com a Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras), a criou o "Kit Agrostológico", com a finalidade de orientar a implantação de campos, para implantar e conduzir o cultivo das forrageiras. O destino são instituições de ensino, ciência e tecnologia.

“A necessidade de criarmos esse material nasceu em 2018, para atendermos a crescente demanda das instituições. Tínhamos solicitações para implantação dos campos em universidades, escolas agrícolas, associações, por exemplo. Até o final de 2023 contabilizamos mais de 60 campos espalhados pelo Brasil, que não somente divulgam como também incentivam a utilização das plantas forrageiras desenvolvidas pela Embrapa”, celebra Marcelo Castro, analista da Empresa e gestor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Corte.

No kit são enviadas 14 cultivares: Brachiaria brizantha cv. Marandu, Brachiaria brizantha cv. Xaraés, Brachiaria brizantha cv. BRS Piatã, Brachiaria brizantha cv. BRS Paiaguás, Brachiaria spp. cv. BRS Ipyporã, Panicum maximum cv. Tanzânia, Panicum maximum cv. Mombaça, Panicum spp. cv. Massai, Panicum maximum cv. BRS Zuri, Panicum maximum cv. BRS Tamani, Panicum maximum cv. BRS Quênia, Estilosantes Campo Grande, Estilosantes Bela e Feijão Guandu BRS Mandarim.

As sementes vão acondicionadas individualmente em saquinhos identificados, junto ao Manual de Implantação e Manejo e as placas de identificação, tudo sob os cuidados da pesquisadora Alexandra Oliveira. O custo de envio, no início de responsabilidade da Unipasto, hoje fica a cargo das instituições que recebem o Kit.

Os campos agrostológicos são áreas destinadas ao cultivo e demonstração das plantas forrageiras. Nessas áreas, segundo o portal da Embrapa Gado de Corte, diferentes cultivares ficam dispostas lado a lado, em canteiros, de maneira a possibilitar a comparação visual e a identificação das plantas.

Estudantes da Escola Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Campo Grande (MS), recebem orientações com uso de cultivares desenvolvidas om o kit
Estudantes da Escola Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Campo Grande (MS), recebem orientações com uso de cultivares desenvolvidas om o kit

Educação no campo 

Há 25 anos atuando com transferência de tecnologia, Haroldo Queiroz acredita na eficácia dos campos como instrumento educacional e o professor Gelson Difante, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal e líder do Grupo de Estudos em Forragicultura, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), ratifica. Para Difante, “o campo serve para a formação de recursos humanos por meio de ensino de estudantes nos níveis de graduação e pós-graduação; e também como uma unidade demonstrativa para técnicos e produtores. É a consolidação da conexão entre o ensino, a pesquisa e a transferência de tecnologia, o que aumenta o interesse dos estudantes pela área e, consequentemente, o aprendizado”.

Na Escola Municipal Agrícola Governador Arnaldo Estevão de Figueiredo, localizada na zona rural de Campo Grande, uma área de 400m² é utilizada para incrementar o ensino dos estudantes, por meio de aulas teóricas e práticas. Ex-aluno da Arnaldo Estevão, formado em Agronomia e hoje professor da escola, Luís Ricardo enxerga a ferramenta como “uma oportunidade e uma alternativa para os alunos. É possível mostrar o desenvolvimento da planta, o preparo do solo e todas demais etapas. É uma sala de aula ao vivo e ao ar livre, e isso acrescenta muito à formação. Este ano já tivemos trabalhos com a BRS Zuri e a BRS Quênia, por exemplo”.

* Com informações da Embrapa Gado de Corte

Nos siga no Google Notícias