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Lado Rural

MS mantém 5ª posição na produção de grãos em safra recorde do país

Estado responde por 8,4% do volume nacional; IBGE projeta colheita de 347,4 milhões de toneladas

Por Inara Silva | 15/07/2026 14:35
MS mantém 5ª posição na produção de grãos em safra recorde do país
Máquinas colheitadeiras de milho em uma lavoura de MS (Foto: Aprosoja)

Mato Grosso do Sul deve permanecer como o quinto maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país em 2026, segundo a estimativa de junho do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento projeta uma produção nacional de 347,4 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica, mesmo após revisão de 0,8% em relação à estimativa divulgada em maio. Na comparação com a safra de 2025, a produção deve crescer 0,4%, o equivalente a 1,3 milhão de toneladas.

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Mato Grosso do Sul deve manter a posição de quinto maior produtor de grãos do Brasil em 2026, respondendo por 8,4% da produção nacional, estimada em 347,4 milhões de toneladas, segundo o IBGE. O Estado deve produzir 11,9 milhões de toneladas de milho, queda de 13,7% em relação a 2025, enquanto o trigo deve recuar 30,6% e o café arábica, 22,2%.

O Estado responde por 8,4% da produção nacional, atrás apenas de Mato Grosso (31,3%), Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%) e Goiás (9,7%). Juntos, esses cinco estados e Mato Grosso do Sul concentram 79,3% da produção brasileira de grãos.

O levantamento mostra ainda que o Centro-Oeste permanece como a principal região produtora do país, com estimativa de 172,4 milhões de toneladas, o equivalente a 49,6% da safra nacional. Em relação a 2025, porém, a produção regional deve recuar 3,5%. Na comparação com a estimativa de maio, a redução é de 2,0%.

No país, a área a ser colhida foi estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 1,9% em relação à área colhida em 2025. Soja, milho e arroz continuam sendo as principais culturas, respondendo por 92,8% da produção estimada e por 87,4% da área prevista para colheita.

A soja segue como principal produto da agricultura brasileira. A estimativa de junho foi novamente revisada para cima e alcança 174,8 milhões de toneladas, volume recorde e 5,3% superior ao produzido em 2025. Para o milho, a produção nacional é estimada em 136,5 milhões de toneladas, redução de 3,7% em relação ao ano anterior. O arroz deve registrar queda de 11,8%, enquanto o sorgo apresenta crescimento de 2,9%.

Entre as culturas produzidas em Mato Grosso do Sul, o relatório destaca o milho de segunda safra. O Estado deve produzir 11,9 milhões de toneladas em 2026, mantendo a estimativa divulgada no mês anterior. O volume representa redução de 13,7% em relação ao produzido em 2025, resultado, principalmente, da redução de 13,5% na produtividade.

Ao comentar o desempenho da cultura no Estado, o IBGE cita informações da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), com base em dados do Projeto SIGA-MS. Segundo a entidade, 18,4% das áreas de milho encontram-se em condição regular e 11,0% foram classificadas como ruins. Ainda conforme a Aprosoja/MS, as condições das lavouras variam de acordo com a distribuição das chuvas e a janela de plantio adotada nas diferentes regiões do Estado.

Para o trigo, a estimativa é de produção de 39,2 mil toneladas em Mato Grosso do Sul, volume 30,6% inferior ao obtido em 2025. O relatório do IBGE não apresenta uma justificativa específica para essa redução no Estado. No cenário nacional, o instituto informa que a retração da cultura está relacionada à redução da área cultivada e às dificuldades enfrentadas pelos produtores nos últimos anos.

O levantamento também estima queda de 22,2% na produção de café arábica em Mato Grosso do Sul em comparação com 2025. O relatório não apresenta detalhamento sobre as causas dessa variação no Estado. Segundo o IBGE, mesmo com a revisão para baixo em relação à estimativa de maio, a previsão de 347,4 milhões de toneladas continua sendo a maior já estimada pelo instituto para a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas.

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