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Cidades

Porteiro de 76 anos ameaçado e agarrado pelo colarinho ganha indenização

Trabalhador foi encurralado durante expediente em hospital

Por Ângela Kempfer | 15/07/2026 15:12
Porteiro de 76 anos ameaçado e agarrado pelo colarinho ganha indenização
Deusa da Justiça em frente ao Fórum de Campo Grande (Foto: Arquivo)

Um porteiro de 76 anos foi ameaçado, ofendido, agarrado pelo colarinho e encurralado durante o expediente no Hospital Nosso Lar, em Campo Grande. Segundo ele, o episódio provocou tamanho abalo emocional que precisou se afastar do emprego, iniciou tratamento psicológico e passou a usar medicamentos. Agora, o homem responsável pelas agressões foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização.

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Porteiro de 76 anos que foi ameaçado, ofendido e agarrado pelo colarinho por um homem em um hospital de Campo Grande receberá indenização de R$ 20 mil. O episódio ocorreu em agosto de 2021, após o trabalhador pedir que a esposa do agressor estacionasse o carro corretamente. O trauma causou afastamento do emprego e tratamento psicológico. O juiz Marcus Vinícius de Oliveira Elias, da 13ª Vara Cível, condenou o réu ao pagamento.

O caso aconteceu em 13 de agosto de 2021. O porteiro trabalhava normalmente quando pediu para que a esposa do réu estacionasse corretamente o carro nas dependências do hospital.

Minutos depois, o marido dela chegou exaltado. Segundo o processo, ele foi em direção ao trabalhador, segurou-o pelo colarinho, empurrou-o e passou a fazer ameaças e ofensas diante de outras pessoas.

As câmeras de segurança do hospital registraram parte da cena. Embora as imagens não tenham áudio, elas mostram o homem gesticulando de forma agressiva, apontando o dedo para o rosto do porteiro, segurando-o pela roupa e encurralando-o perto da guarita. O trabalhador não reagiu.

Depois do episódio, a vítima registrou boletim de ocorrência. Mais tarde, acabou sendo demitida sem justa causa e iniciou acompanhamento psicológico em razão do trauma.

Documentos médicos apresentados no processo mostram que o porteiro permaneceu em tratamento e usou medicamentos por causa do transtorno emocional provocado pelas ameaças.

O agressor alegou que agiu daquela forma porque o porteiro teria tratado sua esposa de maneira inadequada. A Justiça, porém, concluiu que não havia provas de qualquer provocação por parte do trabalhador.

Na sentença, o juiz Marcus Vinícius de Oliveira Elias, da 13ª Vara Cível de Campo Grande, ressaltou que, mesmo que tivesse ocorrido algum comportamento impróprio, o caminho correto seria reclamar à administração do hospital, e não partir para ameaças ou agressões.

O valor ainda terá correção monetária e juros. O réu também deverá arcar com as despesas do processo e os honorários dos advogados.