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Médica alvo de operação do Gaeco completa uma semana na prisão

Núcleo de Garantias não recebeu pedido de Olívia Jafar para revogação da preventiva

Por Aline dos Santos | 14/07/2026 07:38
Médica alvo de operação do Gaeco completa uma semana na prisão
A médica Olivia Paroschi Jafar foi presa em 7 de julho pelo Gaeco. (Foto: Juliano Almeida)

Alvo da Operação Gutenberg, a médica Olívia Paroschi Jafar completou uma semana atrás das grades. O Núcleo de Garantias da Justiça não recebeu pedido de revogação da decisão que decretou a prisão preventiva da investigada.

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A médica Olivia Paroschi Jafar completa uma semana presa pela Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco em 7 de janeiro. A ação resultou em 16 prisões preventivas e 43 mandados de busca em oito cidades. O esquema investigado envolve fraudes em licitações e lavagem de dinheiro de R$ 27 milhões em compras públicas de livros paradidáticos. Familiares da médica também foram presos, enquanto Giovanni Paroschi Jafar segue foragido.

A ordem foi para que a solicitação da defesa seja protocolizada de forma independente do processo principal, que é de medidas investigatórias sobre organizações criminosas.

“Posto que tal pleito configura incidente processual e sua protocolização nos autos da medida cautelar dificulta a celeridade e causa tumulto processual”, informa a decisão. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da médica.

Deflagrada na última terça-feira (dia 7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a “Gutenberg” colocou boa parte da família Jafar atrás das grades.

Também foram presos Rossana Paroschi Jafar, que é cirurgiã-dentista e sócia-administradora da Gráfica Alvorada, e Felipe Jafar, que era lotado na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) desde 2024 e foi demitido no dia seguinte à operação. Eles são, respectivamente, mãe e irmão de Olívia.

Giovanni Paroschi Jafar é o único membro da família que ainda não foi localizado pelas autoridades.

A Operação Gutenberg resultou em 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

A investigação constatou a existência de organização criminosa para fraudes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A partir de Campo Grande, o esquema de R$ 27 milhões se espraiava pelo Estado, liderado por empresários que atuavam como principais articuladores.

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos.

“Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”, aponta o Gaeco.

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