Médica alvo de operação do Gaeco completa uma semana na prisão
Núcleo de Garantias não recebeu pedido de Olívia Jafar para revogação da preventiva
Alvo da Operação Gutenberg, a médica Olívia Paroschi Jafar completou uma semana atrás das grades. O Núcleo de Garantias da Justiça não recebeu pedido de revogação da decisão que decretou a prisão preventiva da investigada.
RESUMO
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A médica Olivia Paroschi Jafar completa uma semana presa pela Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco em 7 de janeiro. A ação resultou em 16 prisões preventivas e 43 mandados de busca em oito cidades. O esquema investigado envolve fraudes em licitações e lavagem de dinheiro de R$ 27 milhões em compras públicas de livros paradidáticos. Familiares da médica também foram presos, enquanto Giovanni Paroschi Jafar segue foragido.
A ordem foi para que a solicitação da defesa seja protocolizada de forma independente do processo principal, que é de medidas investigatórias sobre organizações criminosas.
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“Posto que tal pleito configura incidente processual e sua protocolização nos autos da medida cautelar dificulta a celeridade e causa tumulto processual”, informa a decisão. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da médica.
Deflagrada na última terça-feira (dia 7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a “Gutenberg” colocou boa parte da família Jafar atrás das grades.
Também foram presos Rossana Paroschi Jafar, que é cirurgiã-dentista e sócia-administradora da Gráfica Alvorada, e Felipe Jafar, que era lotado na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) desde 2024 e foi demitido no dia seguinte à operação. Eles são, respectivamente, mãe e irmão de Olívia.
Giovanni Paroschi Jafar é o único membro da família que ainda não foi localizado pelas autoridades.
Nesta terça-feira (dia 14), a defesa da médica informou que ela não pertence ao núcleo da investigação e que se tornou alvo do Gaeco somente por ter recebido dinheiro da mãe em sua conta bancária.
O advogado Félix Jayme Nunes da Cunha afirma que Olívia é recém-formada, tem 26 anos e faz plantão médico em Campo Grande. Alega a prisão é totalmente ilegal, "uma verdadeira condenação sumária sem direito de defesa".
A expectativa da defesa é de que a prisão preventiva seja revogada ou substituída por medidas cautelares diversa da prisão, ainda hoje.
Segundo Cunha, houve "tumulto processual" porque dois advogados que não fazem parte da defesa de Olívio no processo, entraram, sem autorização, com pedido de habeas corpus em nome dela. No pedido de habeas corpus, não é preciso apresentar a procuração do preso.
A Operação Gutenberg resultou em 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
A investigação constatou a existência de organização criminosa para fraudes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A partir de Campo Grande, o esquema de R$ 27 milhões se espraiava pelo Estado, liderado por empresários que atuavam como principais articuladores.
Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos.
“Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita”, aponta o Gaeco.
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Matéria editada para acréscimo de posicionamento da defesa de Olívia Jafar


