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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

11/04/2019 10:50

"Segredo" sobre área desmatada continua e entidades marcam protesto

Áreas reservadas para expansão administrativa do Parque dos Poderes representa 11,5% da reser

Tatiana Marin
Área desmatada no ano passado para construção da avenida Desembargador Rui Garcia. (Foto: Saul Schramm)Área desmatada no ano passado para construção da avenida Desembargador Rui Garcia. (Foto: Saul Schramm)

O próprio governado confirmou abertura de mata para criação de estacionamento, mas até agora não foi detalhada a exata localização da obra dentro do Parque dos Poderes. O prejeto é guarado em "segredo" pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Sem esclarecimentos, entidades marcaram protesto para o próximo dia 14, contra a supressão da vegetação nativa do local.

A área inicial a ter árvores derrubadas é de 33,1 mil metros quadrados e representam 1,4% da área total da reserva, que ocupa, 2,44 milhões de metros quadrados. Detalhes sobre a autorização de desmatamento permanecem em mistério.

No entanto, a lei 5.237, de 17 de julho de 2018, reserva 11 áreas para desmatamento e construção de diversos prédios, que totalizam 279 mil metros quadrados, ou 11,5% da área total do Parque dos Poderes.

Sem voz na época da aprovação da lei, o tema veio à tona com a visibilidade que um abaixo-assinado contra a construção do estacionamento ganhou recentemente. Publicada há 12 dias, a petição já conta com mais de 9.800 assinaturas.

Segundo Caio Áspet, integrante do Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente e do Projeto Banana Terra do Greenpeace e da Anistia Internacional e também propositor do abaixo assinado, a intenção é que o governador reveja a lei e opte por “aplicar o desenvolvimento sustentável, sem a necessidade de supressão vegetal nativa”. Para ele, a expansão dos espaços administrativos deve ser realizado em outros locais.

Uma das defensoras do meio ambiente em Campo Grande, a ambientalista Simone Mamede atenta para as espécies de pássaros que vivem no Parque dos Poderes. Entre elas estão o gavião-pega-macaco, o gavião-pato e gavião-de-cabeça-cinza. “Estas espécies necessitam de extensas áreas conservadas para cumprir seu ciclo de vida. Tal interferência estará colocando em risco a sobrevivência destas e inúmeras outras espécies que vivem na área do Parque. Todos estarão em perigo”, alerta.

Não - Neste panorama, o Imasul continua escondendo o processo pelo qual é solicitada a supressão de vegetação. Mesmo após informações terem sido repassadas ao Campo Grande News dando conta de que seria construída a sede de uma secretaria de estado e o governador, depois, ter confirmado que a área área é destinada a um estacionamento, o órgão pelo qual tramita o pedido de autorização se nega a dar detalhes do andamento onde fica localizada tal área.

Ato mudo - Diversas entidades ligadas ao meio ambiente vão realizar um ato contra o desmatamento no Parque dos Poderes neste domingo (14). Caio explica que será uma manifestação silenciosa com placas e faixas. O grupo vai se reunir às 15h30 na recém inaugurada avenida Desembargador Rui Garcia e se dirige para o Parque das Nações Indígenas e se junta ao protesto contra o assoreamento do lago que culmina com um show na concha acústica oferecido pela Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental).

Algumas das aves que poderão ser afetadas

 




Caramba!!!!!!!!!!!!
Pela quantidade de nomeações de comissionados que sai diariamente no Diário Oficial, acho que a área a ser desmatada para estacionamento terá que ser maior.
 
Critico em 11/04/2019 11:19:16
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