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Meio Ambiente

Aldo Rebelo declara guerra à ONGs por novo modelo de Código Florestal

Por Ítalo Milhomem | 14/03/2011 23:51
Deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) diz que Ongs defende interesse dos EUA (foto: Ìtalo Milhomem)
Deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) diz que Ongs defende interesse dos EUA (foto: Ìtalo Milhomem)

O deputado federal, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), membro da comissão de assuntos exteriores da Câmara e relator do projeto da reforma do Código Florestal Brasileiro, declarou guerra aos interesses de países estrangeiros por interferência de organizações não governamentais ambientalistas.

Segundo Aldo, as limitações propostas por Ongs Ambientalistas vem frear a produção nacional e subsidiar indiretamente a agricultura estadunidense e européia.

O deputado afirma que essas mesmas ONGs que defendem um arrocho no código florestal, foram as que assessoraram o governo dos Estados Unidos em um estudo muito bem elaborado, chamado “Fazendas aqui, florestas lá”, que demonstra como a agricultura americana seria beneficiada com a diminuição de áreas plantadas no País e assegurou que o novo código é uma questão de emancipação nacional em relação as outras potências e grupos econômicos.

"Esse documento americano é assinado por duas ONGs, que foram consultoras dos fazendeiros americanos na elaboração deste projeto, que é muito bem feito, muito bem orientado para defender os interesses dos americanos. O caso mais específico é atuação do Greenpeace, que é uma multinacional holandesa, com denúncias graves na Europa em envolvimentos em irregularidades. O WWF também é outra ONG européia com grande atuação no Brasil. Elas dividiram a Amazônia em áreas de influência de cada uma delas, o S.O.S Mata Atlântica por exemplo até publicou estudo financiados pela embaixada da Inglaterra então naturalmente eles tem interesses a defender, que não interesses do Brasil”.

Rebelo exemplifica ações de ambientalistas contrárias ao desenvolvimento nacional.

“Quando se faz uma obra de infraestrutura como a usina hidrelétrica de Belmonte , eles organizam protesto, trazem gente de fora, cineastas, atrizes para impedir que o Brasil produza uma energia limpa como em Belmonte e no rio Madeira”.

Aldo afirmou que não se importa de ser chamado de “exterminador do futuro “, ou “Aldo Motosserra”, e diz que se o projeto da reforma do Código Florestal ferisse algum interesse brasileiro não haveria uma linha sua naquele relatório.

Após os comentários feitos sobre o novo código de florestas os produtores aplaudiram Aldo em pé.

Aldo foi convidado para palestrar sobre o tema durante o lançamento da 73ª edição da Expogrande, que acontece entre os dias 14 e 24 de abril no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A feira agropecuária é uma das três maiores do País. Este ano a expectativa é de que sejam comercializados cerca de 30 mil reses de gado nos 48 leilões que o evento terá.

Estiveram presentes durante a cerimônia de lançamento da feira, representantes do setor agropecuário do Estado, o prefeito da Capital, Nelsinho Trad (PMDB), o senador Delcídio do Amaral (PT) e deputados federais e o líder do governo na Câmara Federal, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), representando a presidente Dilma.