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Consumo

Com celulares a R$ 500, bazar vira alvo de homens em busca de pechincha

Produtos apreendidos pela Receita Federal são vendidos a preços acessíveis para ajudar na manutenção

Por Viviane Oliveira e Geniffer Valeriano | 05/03/2026 08:42


RESUMO

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Um bazar beneficente realizado no Cotolengo, em Campo Grande, atraiu grande público em busca de celulares Redmi 14 a R$ 500 e perfumes. O evento, que comercializou produtos apreendidos pela Receita Federal, estabeleceu limite de duas unidades por pessoa para os itens mais procurados. A renda obtida será destinada à manutenção da instituição, que atende 550 pessoas com deficiência em três projetos diferentes. Entre os produtos disponíveis, havia também almofadas a R$ 10, casacos femininos a partir de R$ 60 e masculinos a partir de R$ 80, além de outros itens.

Celulares a R$ 500 e perfumes foram os itens mais procurados no bazar realizado nesta quinta-feira (5), no Cotolengo, na Rua Jamil Basmage, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. Os produtos, apreendidos pela Receita Federal, começaram a ser vendidos às 8h e o atendimento segue até as 16h. Chamava atenção a presença expressiva de homens, com foco nos celulares.

Logo na abertura dos portões, o movimento foi intenso e muitos compradores correram direto para as mesas onde estavam os celulares e perfumes, considerados os produtos mais disputados. Quem tivesse pelo caminho teve que ter cuidado para não ser atropelado. A "muvuca" era grande e nenhum deles quis falar com a reportagem, preocupados em garantir a compra.

Entre os itens disponíveis estão capinhas de celular, armações de óculos, enfeites de Natal, ração para peixe, almofadas, casacos femininos e masculinos, além de celulares Redmi 14. Os preços de outros itens também atraíram o público. Almofadas são vendidas por R$ 10, casacos femininos a partir de R$ 60 e masculinos a partir de R$ 80. Ao todo, o bazar disponibiliza cerca de 15 tipos de produtos.

Com celulares a R$ 500, bazar vira alvo de homens em busca de pechincha
Cida, responsável pelo bazar, fala sobre os itens colocados à venda (Foto: Marcos Maluf)

Responsável pelo evento beneficente, Cida Marques explicou que todo o valor arrecadado será destinado às despesas da instituição, como manutenção do espaço e pagamento dos funcionários. “Atualmente, só a folha de pagamento gira em torno de R$ 300 mil. O bazar ajuda muito nas necessidades da casa”, afirmou.

O Cotolengo atende atualmente 550 pessoas com deficiência, que participam de três projetos oferecidos pela instituição: o Centro-Dia, o Centro Especializado em Reabilitação e a Residência Inclusiva.

Morador da região, o motoboy Adão Luis de Souza, de 58 anos, aproveitou o bazar para comprar algumas almofadas. Segundo ele, a visita também tem um significado solidário. “Vim mais para olhar. Moro aqui pertinho e sempre procuro ajudar o Cotolengo de alguma forma. Hoje aproveitei para levar algumas almofadas”, contou.

Com celulares a R$ 500, bazar vira alvo de homens em busca de pechincha
Motoboy Adão aproveitou o bazar para comprar almofadas (Foto: Marcos Maluf)

A feirante Mara Roberta, de 40 anos, participou do bazar pela primeira vez e chegou cedo para garantir bons preços. Ela contou que chegou ao local às 6h da manhã e já encontrou uma fila com quase 30 pessoas. “Eu queria mesmo garrafas térmicas, mas achei que tem pouca variedade. Mesmo assim estou levando almofadas e calcinhas, que estão bem baratinhas, para revender na feira”, disse.

A nutricionista Laiara Fernanda, de 30 anos, também mora perto da instituição e foi até o bazar sem um objetivo específico.“Vim dar uma olhada, ver o que tinha de oferta e também ajudar a instituição”, comentou.

A professora de inglês Maria Carolina Coelho, de 28 anos, decidiu conhecer o bazar pela curiosidade. Ela estava na fila dos perfumes quando conversou com a reportagem. “Não vim atrás de nada específico, quis vir para ver como funciona”, relatou.

Para garantir que mais pessoas possam aproveitar os produtos, a organização estabeleceu limites de compra para alguns itens. No caso dos celulares e perfumes, cada pessoa pode adquirir até duas unidades. Os casacos também têm quantidade controlada. O pagamento pode ser feito em dinheiro, Pix ou cartão de débito.

Com celulares a R$ 500, bazar vira alvo de homens em busca de pechincha
Movimentação de compradores no bazar na manhã desta quinta-feira (Foto: Marcos Maluf)

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