Campo Grande consolida vocação verde e acumula reconhecimento internacional
Distribuição de mudas, ampliação dos Ecopontos e monitoramento da arborização impulsionam ações ambientais

Campo Grande chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), acumulando indicadores e projetos que reforçam sua imagem de uma das cidades mais verdes do país. Nos últimos anos, a Capital ampliou ações voltadas à arborização urbana, preservação de recursos naturais, gestão de resíduos e educação ambiental, consolidando uma política pública que busca conciliar crescimento urbano e sustentabilidade.
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Um dos principais reconhecimentos veio em 2026, quando Campo Grande recebeu, pela sétima vez consecutiva, o título de Cidade Árvore do Mundo (Tree City of the World), certificação internacional concedida pela Arbor Day Foundation e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O selo é destinado a municípios que adotam políticas permanentes de gestão e proteção da floresta urbana.
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A arborização é considerada uma das principais características da Capital sul-mato-grossense. Além da manutenção das áreas verdes, o município vem investindo em ferramentas tecnológicas para aprimorar o monitoramento das árvores. Entre elas está o sistema Arbolink, plataforma digital utilizada para avaliar riscos de queda e auxiliar no planejamento da gestão arbórea da cidade.
Outro eixo das políticas ambientais está relacionado ao descarte correto de resíduos. A ampliação da rede de Ecopontos busca oferecer alternativas para a destinação adequada de materiais recicláveis, entulhos e resíduos volumosos, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para a limpeza urbana.
As ações também incluem iniciativas de recuperação e ampliação da cobertura vegetal. Nos últimos anos, a prefeitura distribuiu mais de 15 mil mudas de árvores frutíferas à população e promoveu plantios de espécies nativas em praças, escolas e avenidas. Entre os projetos mais recentes está a implantação do Bosque da COP e o programa Miniflorestas Urbanas, que cria pequenos corredores de biodiversidade em diferentes regiões da cidade.
A preservação dos recursos hídricos também integra a estratégia ambiental do município. Por meio do Programa Córrego Limpo, são realizadas ações de fiscalização, monitoramento da qualidade da água e atividades voltadas à conservação dos cursos d’água que atravessam a área urbana.
Além das intervenções físicas e estruturais, a educação ambiental tem sido utilizada como ferramenta para estimular a conscientização da população. Somente em 2025, segundo dados da prefeitura, foram promovidas 210 atividades socioambientais em escolas, instituições e comunidades, abordando temas como preservação, reciclagem, uso racional da água e conservação da biodiversidade.
Para a prefeita Adriane Lopes, os avanços alcançados são resultado de uma política pública contínua voltada à qualidade de vida e à sustentabilidade. “Cuidar do meio ambiente é cuidar das pessoas e do futuro da nossa cidade. Campo Grande tem investido em ações concretas que unem preservação, inovação e participação da comunidade, tornando nossa Capital uma referência nacional em sustentabilidade”, afirmou.
Em um cenário marcado pelos desafios das mudanças climáticas, do avanço urbano e da necessidade de adaptação das cidades aos eventos extremos, especialistas apontam que investimentos em arborização, proteção de nascentes e educação ambiental tendem a ganhar cada vez mais importância. Nesse contexto, Campo Grande busca fortalecer sua vocação de cidade verde, transformando a preservação ambiental em uma das marcas de seu planejamento urbano.

