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Meio Ambiente

Coleta seletiva começa a partir de julho em 120 bairros de Campo Grande

Por Aline dos Santos | 14/06/2011 13:00
Lixão de Campo Grande tem prazo para ser fechado. (Foto: Marycleide Vasques/Arquivo)
Lixão de Campo Grande tem prazo para ser fechado. (Foto: Marycleide Vasques/Arquivo)

Se empilhadas, as 252 mil toneladas de lixo produzidas anualmente pela população de Campo Grande resultariam em 42 prédios de 18 andares. Para tentar frear tamanha produção de resíduos sólidos e garantir sobrevida de ao menos seis anos para o aterro sanitário, a prefeitura lança em primeiro de julho mais uma tentativa de implantar a coleta seletiva.

Com o slogan “Reciclar é Vida”, o projeto vai começar por 120 bairros, num total de 32 mil domicílios. A iniciativa foi aprovada pela Câmara Municipal na última semana e hoje o titular da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Marcos Cristaldo, detalhou a proposta aos vereadores.

O projeto será implantado na região dos bairros Carandá, Autonomista, Santa Fé, Veraneio, Chácara Cachoeira, Bela Vista, Tiradentes, São Lourenço, TV Morena, Vilas Boas e Vila Carlota. O fato de a região corresponder a bairros com maior poder aquisitivo não é coincidência.

Segundo o secretário, quanto maior a renda, maior o consumo e, portanto, produção de lixo. Nestas 11 regiões, serão distribuídas sacolas verdes, destinadas ao lixo reciclável. Os moradores deverão separar o lixo úmido, seco e perigoso (pilhas e lâmpadas).

O primeiro será levado pelos caminhões que já atuam na coleta do lixo. Já a sacola verde, contendo os recicláveis, será levada por um caminhão gaiola, que vai passar em cada região em dia pré-determinado, uma vez por semana.

A previsão é que a coleta de porta em porta atenda 40% dos 280 mil domicílios de Campo Grande. Mas moradores de bairros não atendidos poderão encaminhar os recicláveis a cinco Ecopontos e LEV (Local de Entrega Voluntária).

Serão montados postos de recebimentos em supermercados, postos de combustíveis, farmácias. Nestes locais, também serão entregues pilhas, lâmpadas e óleo.

Depois de coletado, o material reciclável – papel, papelão, latinha, metal – será levado a uma UPL (Unidade de Processamento de Lixo), onde será feita a triagem.

Leilão - Até o começo de 2012, a UPL será montada e administrada pela Financial Ambiental, que já é responsável pela coleta do lixo na Capital. Para disponibilizar o caminhão gaiola e administrar a UPL, a prefeitura vai fazer aditivo ao contrato existente.

A previsão é que seja pago R$ 80 mil para prestação destes novos serviços por 8 meses . Depois de separado, o material reciclável será leiloado pela prefeitura.

“O dinheiro será revertido para o Fundo Municipal do Meio Ambiente e vai custear a criação de cooperativas”, afirma Cristaldo. Em Campo Grande, ao menos oito empresas já tem atuação forte no setor, reciclando 6.300 toneladas de lixo por mês.

Entre janeiro e julho de 2012, a prefeitura vai ativar a UPL que está construindo próximo ao Lixão e o aterro sanitário, na saída para Sidrolândia. De acordo com o secretário, será feita uma licitação para que a unidade seja administrada por uma empresa, mas reaproveitando trabalhadores do Lixão.

De acordo com lei federal, os municípios têm prazo até 2014 para acabar com os lixões a céu aberto.

Nova licitação – O contrato entre a prefeitura e a Financial vence neste mês, mas, de acordo com o titular da Semadur, o poder público só pode fazer nova licitação se já contar com um plano de resíduo sólido.

Como o documento ainda está me fase de elaboração, Marcos Cristaldo acredita que o contrato, firmado há cinco anos, seja prorrogado.

O plano municipal de resíduo sólido começou a ser elaborado em novembro de 2010. O documento estabelece a política de manejo do lixo para os próximos 30 anos.

Conforme o secretário, o tema será discutido em audiência pública e o plano será apreciado pela Câmara Municipal. A intenção é que o documento seja aprovado até a metade de julho.