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Meio Ambiente

Com projeto de conscientização, escola soma mais de uma tonelada de reciclados

Por Paula Maciulevicius | 02/06/2011 07:58

Em dois meses alunos arrecadaram materiais que viram benfeitoria dentro da escola

O pátio fica até pequeno com tanta participação. Os professores tiveram de limitar 3 dias na semana para a coleta. (Foto: Pedro Peralta)
O pátio fica até pequeno com tanta participação. Os professores tiveram de limitar 3 dias na semana para a coleta. (Foto: Pedro Peralta)

A preocupação com o Meio Ambiente fez com que os alunos abraçassem o projeto “Reciclando com arte” da Escola Municipal Eduardo Olímpio Machado no bairro Coophavila II, em Campo Grande. Com dois meses de projeto os alunos já conseguiram aproximadamente uma tonelada e meia de materiais recicláveis, como plásticos, alumínio e papel.

Dos pequenos aos maiores, a gurizada mostra que a ideia veio pra ficar. O estudante Luís Gustavo da Silva Marques, 12 anos, explica como encara o projeto. “Eu que separo em casa e quando tem largado na frente das casas dos vizinhos eu pego também. A gente tem que se preocupar com o Meio Ambiente e ajudar a preservar, porque quem vai aproveitar sou eu”.

Nos dias da coleta, segundas, quartas e sextas feiras, o pátio da escola fica pequeno diante de tanta participação. O professor idealizador do projeto , Wilson Landes, conta que a ideia surgiu, ao ver as quatro lixeiras destinadas aos recicláveis, vazias. “Nisso surgiu, o projeto da coleta e parte do que poderia ser usado na disciplina de artes. A preservação do Meio Ambiente é tirar aquilo que degrada”, relata.

A escola já juntou 12,290 mil garrafas pet, 7,2 mil latinhas e mais de 500 quilos de papel. Depois de colocados no pátio, o material segue para outra sala, para ser separado e no fim é contabilizado e posto em sacos, aí está pronto para ser levado. Convertendo para quilos, as garrafas pet viram 600 quilos e as latinhas, 300.

O objetivo agora é manter a participação dos alunos e não deixar desanimar. Jhonathan Oliveira Touvay, 13 anos explica que o projeto já saiu de casa “eu peço para os vizinhos, meus conhecidos, na hora de jogar deixar separado o que pode ser reciclado. Porque ajuda o planeta, se cada um fizer a sua parte, vai encher a escola de material e o mundo fica mais limpo”, ensina.

Professor idealizador do projeto mostra o que já foi feito com a venda dos materiais. Um local para exibir os troféus da escola. (Foto: Pedro Peralta)
Professor idealizador do projeto mostra o que já foi feito com a venda dos materiais. Um local para exibir os troféus da escola. (Foto: Pedro Peralta)

O professor que motivou os alunos a abraçarem a causa acrescenta que de tanto se falar em aquecimento global, notícias de revolta da natureza, fruto das ações humanas, precisava conscientizar os alunos. “Agora é não deixar a quantidade cair, temos tido participação dos alunos e dos pais, que já deixam separado em casa”, diz.

Parte do reciclado destina-se a empresas de coleta seletiva do bairro mesmo. A venda é revertida para benfeitorias que os alunos possam usufruir. No primeiro material enviado, já foi possível comprar e mandar fazer uma estante, para exibir os troféus dos alunos.

Garrafas e demais plásticos recolhidos também viram brinquedos nas mãos das crianças. Jogos lúdicos ou o simples brincar com o que é reciclável, desperta a consciência e criatividade. Em oficinas eles transformam o que estaria no lixo, em brincadeiras. Na horta dá para ver um pouquinho do que podem ser usado, as garrafas pet servem como canteiros.

No meio da brincadeira, crianças aprendem a preservar e o Ambiente. (Foto: Pedro Peralta)
No meio da brincadeira, crianças aprendem a preservar e o Ambiente. (Foto: Pedro Peralta)

A motivação dos alunos, além da conscientização ambiental é ajudar a escola, o pequeno Riquelme, de apenas 4 anos, responde que traz sempre, a última coisa foi uma latinha de leite condensado. “Minha mãe separa pra mim, caixinha de leite, garrafa”, fala. Questionado sobre o por que ele traz, o garoto responde “para ajudar a escola”.

A contribuição do aluno não é só para a escola, exemplo de ações de conscientização ambiental, mas para um Meio Ambiente mais limpo. “Trazendo para o professor, não fica sujeira na rua, não corre o risco de ter enchente e nem dengue perto de casa”, finaliza o aluno Luís Gustavo.