Com risco de extremos, Riedel diz que Estado monitora efeitos do El Niño
Ele cita reforço no combate a incêndios e enchentes, mas admite que é difícil prever impacto na agricultura
O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou na manhã desta quarta-feira (10) que Mato Grosso do Sul está se preparando para enfrentar os efeitos do El Niño, fenômeno climático que deve influenciar temperatura, chuva e ocorrência de eventos extremos nos próximos meses.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Segundo ele, o Estado vem aprendendo com episódios recentes de seca, queimadas, excesso de chuva e enchentes. Riedel citou como exemplos a atuação do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) no combate a incêndios e a mobilização da Defesa Civil em situações de alagamento, como ocorreu em Rio Negro, onde pontes foram destruídas pela força da água. “O Estado, ao longo dos anos, vem aprendendo muito com os eventos climáticos extremos, seja de excesso de chuva, seja de seca e queimada”, afirmou o governador.
- Leia Também
- Temendo super El Niño, governo decreta estado de emergência ambiental
- Casal de tuiuiús observa beleza do Pantanal em "clima de romance"
Riedel disse que o El Niño tem impactos esperados em Mato Grosso do Sul, como alta temperatura, excesso de chuva em parte do Estado e irregularidade climática. Ainda assim, ponderou que é difícil prever com precisão como esses efeitos vão se comportar ao longo da temporada. “O que a gente sabe é que vão ocorrer eventos climáticos a partir do El Niño e a gente tem que estar preparado no monitoramento”, disse.
O governador afirmou que o CBMMS está mais estruturado para enfrentar incêndios e que a Defesa Civil também está preparada para atuar em casos de enchentes. Para ele, essa estrutura permite resposta mais rápida quando há prejuízos provocados por eventos extremos. “Então, a gente está preparado para lidar com essas variáveis que vão fazer parte do dia a dia das atividades econômicas e da sociedade como um todo”, declarou.
Na agricultura, porém, Riedel admitiu que ainda não há como medir o tamanho do impacto. Segundo ele, não é possível afirmar se determinada região será mais afetada por seca, excesso de chuva ou irregularidade na distribuição das precipitações. “É difícil prever o impacto. É muito difícil a gente saber: vai ser seca, vai ser excesso de chuva. Esse conhecimento a gente ainda não tem como prever”, termina.
O contexto climático reforça a preocupação. A OMM (Organização Meteorológica Mundial) informou que há 80% de chance de formação do El Niño entre junho e agosto de 2026. A probabilidade de o fenômeno continuar até pelo menos novembro fica perto ou acima de 90%, segundo a entidade.
Já o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) havia alertado, em abril, para o aumento da probabilidade de formação do El Niño em 2026, com base em previsões do CPC (Centro de Previsão Climática) da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos). Naquele momento, o órgão apontava que a neutralidade no Pacífico equatorial ainda predominava, mas que as chances do fenômeno aumentavam ao longo do ano.
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos e interfere no regime de chuvas e temperaturas em várias partes do planeta.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.



