ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
JUNHO, DOMINGO  23    CAMPO GRANDE 26º

Meio Ambiente

Em ataque, dourado pode ter confundido turista com presa

Incidente é considerado raro, mas alguns cuidados podem ser tomados para evitar que passeio acabe no hospital

Por Silvia Frias | 11/04/2024 11:27
O peixe dourado pode chegar a 75 centímetros na Bacia do Alto Paraguai (Foto: José Sabino/Natureza em Foco
O peixe dourado pode chegar a 75 centímetros na Bacia do Alto Paraguai (Foto: José Sabino/Natureza em Foco

O ataque de peixe dourado a uma turista no Balneário do Sol, em Bonito, a 297 quilômetros de Campo Grande, é considerado evento muito raro, sendo mais comum com pescadores durante o manuseio. Porém, o turista pode ser confundido com “presa” natural do animal e, por isso, alguns cuidados podem ser tomados.

O dourado é um peixe de água doce, pertencente ao gênero Salminus. Vive aproximadamente 15 anos e o porte varia de acordo com seu habitat, podendo chegar a 75 centímetros de comprimento, em média, e pesando entre 6 e 7 kg na Bacia do Paraguai, no Pantanal.

“É preciso ressaltar que este tipo de acidente é um caso isolado, mas mostra que existe o risco”, explicou o professor do curso de Ciências Biológicas da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), José Sabino.

Turista foi socorrida e levada para hospital em Bonito (Foto/Divulgação)
Turista foi socorrida e levada para hospital em Bonito (Foto/Divulgação)

O incidente aconteceu ontem (10). A turista sofreu corte profundo em um dos pés e recebeu os primeiros socorros dos guarda-vidas. Em seguida, foi levada ao Hospital Darci João Bigatonn. Em nota, o balneário informou que a turista estava com os pés na água, mas não informou se ela estava alimentando os peixes ou se movimentando.

O professor explica que o dourado é predador natural de outros peixes, como a piraputanga. Por isso, a movimentação na água pode ser confundida com uma possível presa. “Nos últimos tempos, o rio Formoso ficou mais turvo e isso pode acentuar o erro de identificação durante o ato predatório”, explicou José Sabino. “Um dourado pode confundir uma parte do corpo com alguma presa”, alertou.

Além disso, há outras situações em que o incidente pode acontecer, como quando há oferta de ração para peixes, o que ocorre em alguns passeios. Segundo o professor, as piraputangas focam muito na comida e “baixam a guarda” contra seus predadores, que aproveitam a oportunidade.

Há, ainda, o risco decorrente de ação do turista, que se movimenta e chama atenção do peixe. “Às vezes, agitar as mãos ou os pés repetidamente pode ‘ativar’ o comportamento predatório”, disse José Sabino. Acessórios também devem ser um chamariz. “Evite usar adereços com brilho ou cores chamativas, como brincos e pulseiras”.

Os turistas podem recorrer ao uso de sapatilha aquática, para evitar outros incidentes, como se machucar nas pedras ou escorregar.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Nos siga no Google Notícias