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Meio Ambiente

Frio dá falsa sensação de controle e situação é de alerta no Pantanal

Queda nos focos é de 79% na região, mas tempo seco e instabilidade na temperatura são riscos de incêndios

Por Lucia Morel | 01/08/2021 15:33
Combate na Fazenda Cáceres, principal foco de incêndio no momento. (Foto: Corpo de Bombeiros)
Combate na Fazenda Cáceres, principal foco de incêndio no momento. (Foto: Corpo de Bombeiros)

Mesmo com 79% menos focos de incêndio registrados até agora no Pantanal, em relação ao ano passado, a situação não está  sob controle e, com o frio e a baixa umidade, pode se complicar ainda mais, apesar da falsa sensação de que as baixas temperaturas amenizam a ocorrência de queimadas.

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Leandro Mota de Arruda, explica que é uma ideia errônea de que o frio ajuda a diminuir os incêndios e, na verdade, até os piora. "Pelo contrário, potencializa, porque o frio aumenta a amplitude térmica".

Ele exemplifica dizendo que nas primeiras horas da manhã, as temperaturas estão baixas, mas as horas mais quentes do dia alcançam quase 30ºC e sem alta umidade, o que ajuda a ressecar a vegetação, que se transforma em potencial combustível para o fogo. "Essa variação ajuda a ressecar a vegetação, que quanto mais seca, com baixa umidade e vento, cria a situação propícia para um incêndio".

Arruda comenta ainda que no caso do Pantanal, a redução dos focos pode ser explicada pela antecipação dos combates e ainda, o planejamento que possibilitou a aplicação de ferramentas de forma anterior ao alastramento do fogo.

"Nossas equipes estão lá desde o fim de junho, com trocas a cada 10 dias. Os focos aparecem constantemente, mas não fogem do controle, porque há monitoramento constante. O governo também se preparou, locando aeronaves que agora já estão disponíveis para o combate, o que imprescindível no Pantanal, onde o acesso é bem mais difícil", ressaltou.

Região do Porto Esperança também pegou fogo. (Foto: Corpo de Bombeiros)
Região do Porto Esperança também pegou fogo. (Foto: Corpo de Bombeiros)

A Fazenda Cáceres é um dos focos de incêndio sendo combatidos no momento. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), desde janeiro, ocorreram 879 focos de incêndio na região pantaneira, valor 79% menor que no mesmo período do ano passado, quando haviam ocorrido 4.218.

No entanto, a cidade de Corumbá, é a segunda no País com maior número de queimadas registradas, com 531 ocorrências desde o começo do ano. Em 24 horas, foram 44 ocorrências em todo Estado, sendo 28 delas na região pantaneira.

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