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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

08/04/2019 09:55

Governo dá 1º passo para obra em córrego contra assoreamento em Parque

O Joaquim Português se junta ao córrego Desbarrancado para formar o Prosa, que enfrenta assoreamento no lago principal do Parque das Nações Indígenas

Aline dos Santos
Banco de areia avança no lago do Parque das Nações Indígenas. (Foto: Gabriel Rodrigues)Banco de areia avança no lago do Parque das Nações Indígenas. (Foto: Gabriel Rodrigues)

Afluente do Prosa, o córrego Joaquim Português, que sofre com erosão provocada pela força da enxurrada que vem da saída para Três Lagoas e entra no Parque dos Poderes, motivou a criação de uma comissão para contratar empresa que fará estudo sobre o problema. Essa é a primeira etapa para que, futuramente, comecem as obras.

O Joaquim Português se junta ao córrego Desbarrancado para formar o Prosa, que enfrenta assoreamento no lago principal do Parque das Nações Indígenas. O banco de areia mobiliza protestos e o temor de que Campo Grande perca mais um lago, a exemplo do Rádio Clube e do Sóter.

Na última sexta-feira (dia 5), a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) divulgou a criação da comissão especial para execução dos procedimentos licitatórios. O objetivo é a contratação de empresa para elaboração de estudos e projetos de controle de erosão, planos e programas ambientais na região de cabeceira do córrego Joaquim Português.

A medida cita que o governo do Estado e a prefeitura de Campo Grande têm um termo de cooperação mútua que estabelece ações para a solução do problema de assoreamento do Lago do Parque das Nações Indígenas.

A erosão na cabeceira do córrego forma um grande buraco às margens da Avenida do Poeta. De acordo com o gerente de Unidades de Conservação e membro da comissão, Leonardo Tostes Palma, a primeira fase é para contratar o projeto com a melhor alternativa para intervir na área afetada pela erosão.

O projeto vai definir prazos e valores da obra que tem como missão segurar a velocidade da água que entra no Parque dos Poderes. Ele afirma que o local já passou por intervenções, mas que foram insuficientes diante do grande volume de enxurrada e o solo arenoso.

No entorno do Parque dos Poderes, a vegetação foi substituída por imóveis, desta forma, o solo perdeu permeabilidade, levando a processo de erosão. A água não chega mais ao lençol freático, onde era, gradativamente, distribuída.

As intervenções na cabeceira do córrego Joaquim Português correspondem à parte do governo para redução dos sedimentos que são levados para o Prosa. À prefeitura, cabe executar bacia de contenção no córrego Reveilleau, imediações da avenida Hiroshima.



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