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Meio Ambiente

Pesquisador da Embrapa quer ampliar debate sobre limitação à pesca do dourado

Por Fabiano Arruda | 25/03/2011 10:34

Modalidade pesque e solte ganha força na discussão

Associação diz que há indícios diminuição do estoque de dourado na região de Corumbá. (Foto: Guilherme Mourão)
Associação diz que há indícios diminuição do estoque de dourado na região de Corumbá. (Foto: Guilherme Mourão)

Após reunião sobre a limitação da pesca do dourado na Bacia do Rio Paraguai, a Embrapa Pantanal engrossou a defesa da tese e sugeriu que as discussões sobre o tema sejam ampliadas.

Países vizinhos, como Argentina e Paraguai, já proibiram a pesca do dourado, praticada apenas no pesque e solte. A ideia é bastante defendida por ambientalistas no Estado.

Para a Embrapa, outro agravante para aprofundar o debate em Mato Grosso do Sul é que há indícios que a mortalidade do dourado seja alta após a devolução do peixe ao rio.

A Acert (Associação Corumbaense das Empresas Regionais de Turismo), que também participou do encontro, defende a pesca apenas na modalidade pesque e solte, sobretudo porque sente uma “diminuição da ocorrência da espécie na região”.

O pesquisador da empresa Agostinho Castella acompanhou a reunião. Segundo ele, o dourado é um dos principais atrativos da pesca amadora na região e importante espécie para a pesca profissional.

Ele também chamou atenção para o alto valor de venda do dourado, principalmente, para os pescadores profissionais artesanais.

"Para eles é um peixe importante, se deixarem de pescar, que compensação vão ter”, questiona.

Castella sugeriu que o assunto seja levado ao Conpesca/MS (Conselho Estadual da Pesca), órgão ligado a Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente), para ser debatido de forma abrangente.

“Com base em dados já coletados, vamos apresentar os resultados de estudos sobre crescimento e avaliação do nível de exploração do estoque e, com base nos dados do SCPESCA/MS, vamos avaliar o rendimento da pesca do dourado, a fim de contribuir com informações para as tomadas de decisões”, revela o pesquisador.

Polêmica - O Campo Grande News tem mostrado a opinião de ambientalistas, pescadores e políticos em torno de uma lei mais restritiva.

Atualmente, a lei que está em vigor tem itens suspensos pela Justiça, por estar sendo questionada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A legislação, reativada parcialmente na semana passada pelo TJ (Tribunal de Justiça), foi regulamentada ontem pela Semac (Secretaria de Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia).

O texto traz todas as regras para a pesca no Estado, entre eles as áreas onde a pesca tem restrições e até proibição total. Dez rios têm restrições à pesca.

A resolução traz os rios onde a pesca é vedada, onde é permitido apenas o pesque e solte, de subsistência e científica. Trata também da utilização de petrechos, bemo como limite de captura e transporte de pescado.