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Meio Ambiente

Mesmo com mais chuva, inverno em MS terá tempo seco, calor e baixa umidade

Influência do El Niño mantém estiagem e eleva temperaturas no Estado até setembro

Por Geniffer Valeriano | 12/06/2026 16:14
Mesmo com mais chuva, inverno em MS terá tempo seco, calor e baixa umidade
Apesar de chuvas, inverno será marcado por estiagem em MS (Foto: Maya Severino)

Mesmo com previsão de chuvas ligeiramente acima da média histórica, Mato Grosso do Sul deve enfrentar um inverno marcado por tempo seco, baixa umidade do ar e calor acima do esperado. O cenário climático para os próximos meses está diretamente ligado à atuação do fenômeno El Niño, que voltou a se estabelecer no Oceano Pacífico.

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Mato Grosso do Sul deve enfrentar um inverno com estiagem, baixa umidade e calor acima da média, mesmo com previsão de chuvas ligeiramente superiores ao histórico. O cenário é influenciado pelo El Niño, confirmado pela NOAA, que deve se intensificar no segundo semestre de 2026. O período seco favorece incêndios, especialmente no Pantanal, com acumulados de chuva entre 50 e 200 milímetros.

De acordo com o boletim climático para o trimestre de julho a setembro de 2026, há tendência de precipitação acima da média no Estado. Ainda assim, os volumes previstos permanecem baixos, já que o período corresponde à estação seca. Isso significa que o padrão predominante continuará sendo de estiagem, com longos intervalos sem chuva e baixa umidade relativa do ar.

Historicamente, o inverno sul-mato-grossense registra baixos índices pluviométricos, com acumulados que variam entre 50 e 200 milímetros na maior parte do Estado. Esse cenário favorece a ocorrência de incêndios florestais, especialmente em regiões como o Pantanal.

Além da chuva irregular, as temperaturas também devem ficar acima do normal. A previsão indica que os termômetros podem registrar valores próximos ou ligeiramente superiores à média histórica, com possibilidade de episódios de calor mais intenso ao longo do trimestre.

Esse comportamento está associado à atuação do El Niño, fenômeno climático confirmado nesta quinta-feira (11) pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos).

A tendência é de que o fenômeno persista e até se intensifique ao longo do segundo semestre de 2026. Segundo o boletim, a partir da primavera aumenta a probabilidade de um El Niño mais forte, o que pode favorecer ondas de calor mais frequentes e períodos prolongados de temperaturas elevadas.

Apesar das projeções, especialistas alertam que previsões sazonais indicam tendências, e não garantias. Ou seja, eventos extremos e variações regionais ainda podem ocorrer ao longo dos próximos meses.

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