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Capital

Família diz vigiar cada passo de inquérito da morte de fisioterapeuta

Em nota enviada por advogados, parentes rejeitam novamente tese de suicídio e voltam a falar em feminicídio

Por Anahi Zurutuza | 27/07/2026 20:46
Família diz vigiar cada passo de inquérito da morte de fisioterapeuta
Fabíola Marcotti morreu aos 51 anos (Foto: Albúm de família/Divulgação)

A família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti voltou a afirmar que ela foi morta e declarou que acompanha cada etapa da investigação sobre o caso. Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (27), os parentes rejeitaram novamente a tese de suicídio e disseram estar convencidos de que Fabíola foi vítima de feminicídio.

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Família da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, morta em 18 de maio, reafirma em nota pública que ela foi vítima de feminicídio e rejeita a tese de suicídio. Os parentes dizem acompanhar a investigação conduzida pela Deam e confiam no trabalho das autoridades. O marido, o cardiologista João Jazbik Neto, 78 anos, foi preso por posse ilegal de armas. A defesa dele nega envolvimento na morte.

“Para a família, Fabíola foi morta. E foi morta por ser mulher, dentro de um contexto que precisa ser apurado com o máximo rigor, sem pressa, sem omissões e sem qualquer tentativa de apagar a verdade”, diz o documento.

A fisioterapeuta morreu no dia 18 de maio. Desde então, a família contesta a versão de que ela teria provocado a própria morte. Em uma primeira manifestação, divulgada ainda em maio, o advogado dos parentes classificou o caso como feminicídio e acusou a defesa do investigado de tentar sustentar uma versão falsa para afastar uma eventual responsabilização criminal.

Na nova nota, publicada exatamente dois meses após a primeira, a família afirma que não divulgará laudos, provas ou detalhes técnicos por causa do sigilo da investigação, mas ressalta que está acompanhando o trabalho policial par e passo. “O silêncio imposto pela prudência jurídica não significa passividade. A família seguirá atenta a cada ato, a cada laudo, a cada depoimento e a cada resposta que ainda precisa ser dada”, afirma o texto.

Os parentes também declararam confiança no trabalho da delegada Analu Lacerda Ferraz, da equipe da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), da Perícia Oficial, do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e do Poder Judiciário.

Segundo a nota, a cobrança da família é para que nenhuma versão seja aceita sem confronto com as provas e para que todas as dúvidas sejam esclarecidas. “Não buscamos vingança. Buscamos Justiça”, afirma o documento, assinado pela família e pelo advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens.

Em investigação – Fabíola Marcotti foi encontrada morta no fim da manhã de uma segunda-feira e o marido dela, médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acabou preso por posse ilegal de armas. João afirmou inicialmente que a esposa teria tirado a própria vida.

Depois das primeiras diligências, porém, a Deam informou ter encontrado divergências nos depoimentos e inconsistências entre o ferimento identificado na vítima e a versão apresentada pelo médico.

A Polícia Civil passou, então, a investigar o caso também sob a perspectiva de possível feminicídio. A defesa de João nega qualquer participação dele na morte da esposa.