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Meio Ambiente

Relatório confirma decoada como causa de morte de peixes no Rio Negro

Por Fabiano Arruda | 25/02/2011 11:32

Milhares de espécies foram encontradas mortas no dia 30 de janeiro

Morte de peixes somou mil toneladas.
Morte de peixes somou mil toneladas.

Com base nos resultados obtidos em laboratório e nas constatações em campo, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) concluiu que a morte dos peixes foi ocasionada pelo fenômeno natural “decoada”. Com isso, o caso é esclarecido após 27 dias.

As opiniões de técnicos do instituto e da PMA (Polícia Militar Ambiental) já apontavam, inclusive em relatórios preliminares divulgados anteriormente, que a decoada era a hipótese mais provável na tragédia ambiental.

No entanto, as autoridades ainda investigaram, por meio de estudo encomendando a um laboratório de São Paulo, a possibilidade de envenenamento na água.

De acordo o resultado do relatório, os níveis de oxigênio dissolvido na coluna de água, desde a superfície até ao fundo, dos ambientes investigados apresentaram-se extremamente baixos, menores que 2,0 mgO2/L.

A temperatura da água desses ambientes também estava alterada, acima de 30°C. Havia excesso de matéria orgânica na água das baias e as duas baias estavam eutrofizadas, principalmente pelo fósforo, porém, sem floração de algas.

Ainda de acordo com o relatório, houve a morte de peixes de todos os níveis tróficos e não foi detectada a presença de princípios ativos de agrotóxicos nas amostras analisadas.

Os técnicos detectaram ainda que o ambiente já estava em recuperação, conforme foi observado peixes juvenis e alevinos.

O rio Negro é um dos principais rios pantaneiros, responsável pela formação da sub-bacia do Rio Negro. É considerado berçário de reprodução de peixes. Em diversas fazendas por onde passa, o rio é protegido contra a pesca.

Relatório – A divulgação do laudo final estava prevista para o início da semana, mas o envio da remessa dos resultados pelo laboratório teve atraso.

No dia 30 de janeiro, foram vistos pintados, cacharas, dourado, piranha, tuvira, sardinha e até arraias e pacus, que nadam em águas mais profundas, mortos na superfície do Rio Negro, em plena Piracema (período de reprodução).

A quantidade de peixes mortos somou cerca de 1.000 toneladas.

Na decoada, a vegetação local entra em decomposição na seca. Com a chegada da cheia, esse material orgânico, junto com a água quente, contribui para diminuir o oxigênio, forçando os peixes a subir à superfície.

(Com informações do site de notícias do governo)

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