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Meio Ambiente

PMA diz que morte de peixes no Rio Negro por envenenamento é remota

Por Fabiano Arruda | 01/02/2011 18:03

Para a Polícia, decoada causou o desastre ambiental

Resultado da coleta de água no rio deve sair em cinco dias. (Foto: O Pantaneiro)
Resultado da coleta de água no rio deve sair em cinco dias. (Foto: O Pantaneiro)

A PMA (Polícia Militar Ambiental) considera remota, embora não descarte, a possibilidade da morte de milhares de peixes no Rio Negro, em Aquidauana, ter ocorrido por envenenamento.

A possibilidade foi levantada por Beatriz Rondon, produtora rural da região. Na opinião dela, o uso irregular de agrotóxico pode ter causado o desastre ambiental e o fato de outros animais não estarem se alimentando de cardumes mortos, reforçaria a suspeita.

Segundo o capitão da PMA, Ednilson Queiroz, não existem mais peixes mortos, na descida do rio, o que, conforme ele, é um dos pontos para considerar mínima a hipótese que susbtâncias tóxicas possam ser a causa.

Ele relata ainda que policiais ambientais encontraram esqueletos de peixes no rio, o que provaria que outros animais estariam se alimentando do cardume.

“Se houvesse veneno no rio, essa substância seria levada na descida da água. E no prolongamento do rio, não registramos mais mortes de peixes”, explica.

Para o capitão, o fenômeno da decoada segue como a hipótese mais provável, pois, há “muita vegetação e outros compostos orgânicos mortos junto com os peixes”.

O policial da PMA justifica a suspeita por conta da vivência na corporação e por ter prestigiado mortes de peixes pela decoada.

Ele rebate a informação de que as chuvas desse ano foram insuficientes para influenciar na ocorrência do fenômeno natural. “Se não houve cheia suficiente, o volume que teve foi responsável por arrastar uma grande quantidade de matéria orgânica”.

No entanto, faz questão de afirmar que só o resultado definitivo vai apontar as reais causas do desastre ambiental. “É muito complicado fazer análises agora”.

Análise - O capitão acredita que o resultado, a ser divulgado pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), deve sair em cinco dias.

Queiroz revela que a análise laboratorial, na suspeita de decoada, leva em conta dois parâmetros fundamentais, diretamente ligados um ao outro: a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) e a quantidade de oxigênio dissolvido.

Os técnicos também analisarão os índices toxicológicos na amostra de água para confrontar a suspeita de envenenamento ou uso irregular de agrotóxicos.

Decoada - O fenômeno ocorre quando há diminuição do oxigênio da água ocasionado por um aumento de material orgânico. Esse processo na maioria das vezes acontece por causas naturais, como as cheias, que matam e carregam galhos, plantas e outros que entram em decomposição, que envolve microorganismos que utilizam o oxigênio.