“Sala de Guerra” sobre Super El Niño tem “climão” por falta de propostas
“Acho que está muito quieto, as pessoas estão com medo de dar opinião", disse o presidente da Agems

Batizado de “Sala de Guerra”, evento realizado pela Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira (dia 4), em Campo Grande, começou com “climão” por falta de propostas para enfrentar o Super El Niño, esperado para o fim de 2006.
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A Agems realizou nesta terça-feira (4), em Campo Grande, o evento "Sala de Guerra" para discutir medidas contra o Super El Niño esperado para o fim de 2026. O encontro começou com baixa participação, levando o diretor-presidente Carlos Alberto Assis e o coordenador da Defesa Civil, coronel Hugo Djan Leite, a pedirem mais engajamento dos presentes. O Super El Niño será caracterizado se o aquecimento do Pacífico atingir 2°C, previsto para outubro a dezembro de 2026.
O silêncio do público levou a algumas intervenções para pedir maior participação dos presentes ao evento, realizado no Slaviero Prime Hotel.
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“Acho que está muito quieto, as pessoas estão com medo de dar opinião. Gostaria de ouvir a opinião das várias pessoas, para discordar, acrescentar, concordar. Tem muita coisa para discutir, ouvir, é uma mesa qualificada. Então, fiquem à vontade”, afirmou o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto Assis. A declaração foi às 9h40.

Coordenador da Defesa Civil estadual, o coronel Hugo Djan Leite também pediu mais participação, com uma fala às 10h15. “Pense na sua empresa, na sua secretaria. O que ela pode fazer, como pode contribuir para essa sala de guerra. Precisa apresentar a sua logística, essa rede que vai dar o apoio para a sociedade. Temos que ter reuniões com resultados”.
Após as conclamações, a plateia aumentou a participação. O evento começou com a palestra da meteorologista Ana Paula Paes, doutora e pós-doutora em Eletricidade Atmosférica pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A especialista abordou o tema "El Niño 2026–2027: o que esperar para Mato Grosso do Sul?".

O público era formado por representantes dos setores públicos e privados, como Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Energisa, MS Gás, Defesa Civil, Reflore-MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Prefeitura de Campo Grande, Comando Militar do Oeste, Fazenda Caiman, Sauá Consultoria Ambiental e Secretaria Estadual de Assistência Social e dos Direitos Humanos.
Atualmente, já estamos sob efeito do El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. A temperatura já está 0,5ºC maior. Contudo, o Super El Niño será caracterizado caso o aquecimento seja de 2ºC, situação esperada para o último trimestre de 2026: outubro, novembro e dezembro.
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