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Meio Ambiente

“Sala de Guerra” sobre Super El Niño tem “climão” por falta de propostas

“Acho que está muito quieto, as pessoas estão com medo de dar opinião", disse o presidente da Agems

Por Aline dos Santos e Izabela Cavalcanti | 04/08/2026 11:56
“Sala de Guerra” sobre Super El Niño tem “climão” por falta de propostas
Reunião da "Sala de Guerra" foi realizada em hotel de Campo Grande nesta 3ª feira. (Foto: Osmar Veiga)

Batizado de “Sala de Guerra”, evento realizado pela Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) nesta terça-feira (dia 4), em Campo Grande, começou com “climão” por falta de propostas para enfrentar o Super El Niño, esperado para o fim de 2006.

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A Agems realizou nesta terça-feira (4), em Campo Grande, o evento "Sala de Guerra" para discutir medidas contra o Super El Niño esperado para o fim de 2026. O encontro começou com baixa participação, levando o diretor-presidente Carlos Alberto Assis e o coordenador da Defesa Civil, coronel Hugo Djan Leite, a pedirem mais engajamento dos presentes. O Super El Niño será caracterizado se o aquecimento do Pacífico atingir 2°C, previsto para outubro a dezembro de 2026.

O silêncio do público levou a algumas intervenções para pedir maior participação dos presentes ao evento, realizado no Slaviero Prime Hotel.

“Acho que está muito quieto, as pessoas estão com medo de dar opinião. Gostaria de ouvir a opinião das várias pessoas, para discordar, acrescentar, concordar. Tem muita coisa para discutir, ouvir, é uma mesa qualificada. Então, fiquem à vontade”, afirmou o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto Assis. A declaração foi às 9h40.

“Sala de Guerra” sobre Super El Niño tem “climão” por falta de propostas
Carlos Assis (de branco) é diretor-presidente da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de MS, (Foto: Osmar Veiga)

Coordenador da Defesa Civil estadual, o coronel Hugo Djan Leite também pediu mais participação, com uma fala às 10h15. “Pense na sua empresa, na sua secretaria. O que ela pode fazer, como pode contribuir para essa sala de guerra. Precisa apresentar a sua logística, essa rede que vai dar o apoio para a sociedade. Temos que ter reuniões com resultados”.

Após as conclamações, a plateia aumentou a participação. O evento começou com a palestra da meteorologista Ana Paula Paes, doutora e pós-doutora em Eletricidade Atmosférica pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A especialista abordou o tema "El Niño 2026–2027: o que esperar para Mato Grosso do Sul?".

“Sala de Guerra” sobre Super El Niño tem “climão” por falta de propostas
"Temos que ter reuniões com resultados”, afirma o coordenador da Defesa Civil, coronel Hugo Djan. (Foto: Osmar Veiga)

O público era formado por representantes dos setores públicos e privados, como Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Energisa, MS Gás, Defesa Civil, Reflore-MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), Prefeitura de Campo Grande, Comando Militar do Oeste, Fazenda Caiman, Sauá Consultoria Ambiental e Secretaria Estadual  de Assistência Social e dos Direitos Humanos.

Atualmente, já estamos sob efeito do El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. A temperatura já está 0,5ºC maior. Contudo, o Super El Niño será caracterizado caso o aquecimento seja de 2ºC, situação esperada para o último trimestre de 2026: outubro, novembro e dezembro.

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