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Capital

Grávida com risco de aborto aguarda exame há mais de 24 horas na Cândido Mariano

Com dores e sangramento, jovem de 19 anos diz que médico foi embora antes de procedimento emergencial

Por Maurício Aguiar | 18/09/2026 18:33
Grávida com risco de aborto aguarda exame há mais de 24 horas na Cândido Mariano
Jovem deu entrada na Cândido Mariano às 16h da quinta-feira (17) e aguarda exame desde então (Foto: Arquivo)

Grávida de quatro semanas e com risco de aborto espontâneo, uma jovem de 19 anos aguarda atendimento emergencial na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. Com dores e sangramento, ela espera pela realização de uma ultrassonografia transvaginal no hospital desde quinta-feira, às 16h, mas foi informada de que o médico responsável deixou a unidade e que deverá permanecer internada até ter equipe para realizar o exame.

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Grávida de quatro semanas e com risco de aborto espontâneo, uma jovem de 19 anos aguarda atendimento na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, desde quinta-feira. Com dores e sangramento, ela espera por uma ultrassonografia, mas o médico responsável deixou o local alegando compromissos pessoais. Após contato da reportagem, uma especialista foi acionada para atendê-la às 19h30.

O marido da gestante, Christopher Peres, de 24 anos, relata que o casal procurou a maternidade após passar pela Santa Casa e pelo Hospital Universitário. Na manhã desta sexta-feira, a jovem aguardava pela chamada para o exame, previsto para o início da manhã, por volta das 9h. Contudo, segundo ele, o médico especialista chegou ao local apenas por volta das 11h30.

Christopher afirma, ainda, que o profissional atendeu cerca de seis pacientes antes de suspender os exames. “Ele olhou para a cara da minha esposa e de outra jovem e disse que tinha de sair para resolver compromissos pessoais e que não daria para atender hoje. Virou as costas e foi embora”, desabafou.

Esta é a segunda gestação de Kamilly Vitória Salomão, que viveu a perda de um bebê há cerca de um ano. De acordo com o marido, a jovem permanece internada na enfermaria, mas continua a apresentar perda de sangue e fortes dores.

O marido relata ainda que a equipe de enfermagem não administrou novas medicações para o alívio da dor sob a justificativa de ausência médica no plantão, além de alegar dificuldades para obter suporte da assistência social da unidade.

A orientação dada ao casal foi para que a paciente permanecesse no hospital durante todo o fim de semana até o regresso da equipe responsável na segunda-feira (21).

Encaixe no plantão – A reportagem entrou em contato com a administração do hospital às 17h08. Na ocasião, foi informado que a diretoria do hospital já não se encontrava no local, mas que o caso seria encaminhado ao diretor da unidade.

Após o contato da reportagem, Christopher informou que uma funcionária da maternidade comunicou ao casal que uma médica especialista se deslocaria ao hospital às 19h30 para atender a jovem e que ela foi colocada em uma lista de prioridade de atendimento.

O Campo Grande News tentou ligar novamente para a administração, por volta das 17h30, para confirmar se o atendimento da jovem seria realizado, mas as chamadas não foram atendidas.

Ao contatar o atendimento 24 horas da maternidade, um funcionário da recepção informou que não havia nenhuma pessoa responsável pelo hospital no momento e que a administração do hospital só retornaria na segunda-feira.

Questionado sobre a presença de um responsável no local durante o plantão, o funcionário da recepção negou que houvesse um chefe de plantão ou representante da diretoria médica na maternidade durante o fim de semana.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.