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Campo Grande, Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

05/10/2017 17:56

"Vitória para MS", diz Corrêa sobre bloqueio de R$ 115 milhões da JBS

Intenção é entrar com outras ações, a partir de amanhã, para tentar bloquear mais R$ 615 milhões

Mayara Bueno e Paulo Nonato Souza
Presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa, PR.(Foto: André Bittar).Presidente da CPI, deputado Paulo Corrêa, PR.(Foto: André Bittar).

"Sem dúvida representa uma vitória para Mato Grosso do Sul", afirmou o presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga os benefícios fiscais concedidos pelo governo estadual, deputado Paulo Corrêa (PR).

Nesta quinta-feira, dia 5, a 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais de Campo Grande acatou o pedido da CPI e determinou o bloqueio de R$ 115 milhões da JBS e de oito unidades da empresa.

"Representa uma vitória diante de uma empresa gigantesca que ainda domina o mercado frigorífico no Brasil", afirmou o parlamentar durante coletiva à imprensa concedida na presidência da Assembleia.

A partir de amanha, o grupo de investigação vai pedir na Justiça o bloqueio de mais R$ 615 milhões referentes a outros quatro Tares (Termos de Acordo de Regime Especial).

A empresa deveria investir R$ 285 milhões nas oito unidades, no entanto antes das visitas marcadas pela CPI, a JBS enviou comunicados reconhecendo que não havia cumprido tais organizações, se tornando, para os deputados, "ré confessa".

As sedes são, duas em Campo Grande, além de Coxim, Nova Andradina, Sidrolândia, Cassilândia, Ponta Porã e Naviraí.

Além do montante, a Justiça determinou o bloqueio de contas das oito unidades que a JBS mantém no Estado. "Pedimos o ressarcimento de recursos e caso isso não fosse possível queríamos o bloqueio de bens da empresa como garantia, e o resultado foi que o juiz nos atendeu com o bloqueio de R$ 115 milhões e também de oito unidades da JBS em MS".

Corrêa explicou que o bloqueio das empresas é apenas uma garantia de ressarcimento, "não interfere na produção nem na questão dos empregos".

O presidente ressaltou que o grupo de investigação está se "cercando de todos os lados" para que MS não seja prejudicado. O trabalho, afirma, tem sido feito em parceria com outras assembleias, como de Goiás, Mato Grosso e Ceará.

"E estamos em contato com o deputado Marun (Carlos Marun, PMDB de MS) para que o Estado tenha sua parte garantida no bloqueio de bens em nível nacional". A Câmara Federal também abriu uma CPI, que é presidida pelo deputado sul-mato-grossense.



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