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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Março de 2019

24/11/2018 15:50

Antes de transição, Mandetta volta para casa e diz esperar bons projetos de MS

Futuro ministro da Saúde pontua que “novo” Mais Médicos dará oportunidades a recém-formados, mas afirma que país pode enfrentar dificuldade de cobertura em áreas do “Brasil profundo”

Danielle Valentim
Futuro ministro da Saúde com o pai. Mandetta afirmou que vai aproveitar o fim de semana para organizar algumas coisas e aproveitar a família. (Foto: Arquivo/Pessoal)Futuro ministro da Saúde com o pai. Mandetta afirmou que vai aproveitar o fim de semana para organizar algumas coisas e aproveitar a família. (Foto: Arquivo/Pessoal)

Depois de 10 dias longe de casa, este é primeiro fim de semana do médico e deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) em Campo Grande após indicação ao ministério da Saúde pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista ao Campo Grande News, o futuro ministro afirmou que vai aproveitar o fim de semana para organizar algumas coisas e curtir a família, antes dos dias tumultuados que devem vir com a transição do governo.

Mandetta é o terceiro do DEM a integrar o governo Bolsonaro. Onyx Lorenzoni lidera a equipe de transição e será o titular da Casa Civil, e Tereza Cristina será a ministra da Agricultura.

O médico desembarcou na Capital logo após o almoço e afirmou que após uma semana intensa de trabalhos e reuniões, principalmente, com relação à saída dos médicos cubanos, vai ficar na cidade por dois dias e retornar à Brasília na segunda-feira (26) para os próximos passos e organização da equipe.

“Os próximos passos nesta semana envolvem muitas situações, principalmente, as que podem se desdobrar para janeiro, uma delas a da quantidade de medicamentos. Vamos conferir licitações a vencer, as que estão em andamento, para saber por quanto tempo, ainda, teremos medicamentos, insumos e materiais para atender o país”, pontuou.

Paralelo à análise de licitações, Mandetta frisa que trabalhará com a organização de equipes que precisam compor o Ministério. “Ainda não tenho nomes, mas neste primeiro momento vamos conversar com alguns técnicos do próprio Ministério, nessa fase de transição, para retirar informações do funcionamento da pasta e gradativamente ir trazendo pessoas”, disse.

Indagado sobre planos para Mato Grosso do Sul, Mandetta rebateu: “Para todo o Brasil, né? Mas espero bons projetos do Estado, projetos sustentáveis. Focaremos atentos para que também possamos ter bons projetos”, respondeu.

Mais médicos x Brasil profundo – Otimista com o perfil das primeiras 24 horas do programa, Mandetta ressaltou que uma das causas da demanda reprimida, anteriormente, é porque os recém-formados não podiam se inscrever.

“Todos esses médicos que estão se formando agora estavam fora das possibilidades do programa. E são esses profissionais que não têm o que escolher, porque eles ainda não têm vínculos estabelecidos, o recém-formado tem mais disponibilidade. Então, na quarta-feira, conversei com o Conselho Federal de Medicina e junto ao MEC puxamos listas dos formandos deste ano de todas as universidades para os Conselhos se organizarem para fazer os registros. O prazo de inscrição foi prorrogado até 7 de dezembro e mais 26 mil jovens poderão se habilitar.”, explicou.

No entanto, mesmo com a grande quantidade de inscritos e de recém-formados que ainda vão se registrar, o futuro ministro afirmou que o Brasil pode enfrentar dificuldades com a cobertura de médicos no Brasil Profundo.

 

“Vamos ter lugares no que eu chamo de Brasil Profundo, que abrange Amazônia, Xingu, aldeias indígenas, que talvez tenhamos dificuldades de atender, mas temos recursos, um deles a convocação de médicos militares”, disse.

Mandetta ponderou que profissional não vai faltar, pois além dos novos médicos, há médicos estrangeiros, como cubanos, espanhóis, que pedirão asilo e médicos brasileiros que se formam no Paraguai e na Bolívia, que se habilitam todos os anos para trabalharem no Brasil.

“Temos que ter muita calma, para organizar e proteger a sociedade. Cobertura de médicos e bom funcionamento da saúde é difícil no mundo inteiro”, finalizou.



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