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Política

Apoio de Puccinelli e Trad ao DEM pode rachar PMDB na Capital

Por Wendell Reis | 24/02/2012 17:41

Esacheu avalia que um apoio do partido ao DEM significaria repetir o mesmo equívoco cometido nacionalmente

Esacheu lembra que Giroto saiu do PR para disputar a preferência dentro do PMDB(Foto: João Garrigó)
Esacheu lembra que Giroto saiu do PR para disputar a preferência dentro do PMDB(Foto: João Garrigó)

Muitas pessoas avaliam que já é evidente a divisão dentro do PMDB na disputa para ver quem será o escolhido do grupo do governador André Puccinelli (PMDB) e do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) para disputar a prefeitura de Campo Grande. Porém, a previsão é de que o estrago seja ainda maior caso os maiores líderes do partido resolvam apoiar o DEM, representado pelo deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM).

O presidente estadual do PMDB, Esacheu Nascimento, declarou ao Campo Grande News que o partido nem trabalha com a hipótese de apoiar um candidato fora do PMDB nas eleições para a Prefeitura de Campo Grande em outubro. Esacheu avalia que um apoio do partido ao DEM significaria repetir o mesmo equívoco cometido nacionalmente, visto os problemas enfrentados pelo PMDB para conquistar espaço no governo de Dilma Rousseff (PT).

Esacheu ressalta que foi contra o apoio do PMDB ao PT nacionalmente e ir a favor de um apoio ao DEM na Capital seria como ser favorável a algo que criticou tempos atrás. Ele avalia que um apoio só seria possível se o PMDB fosse fraco ou desorganizado na Capital, o que entende que não é o caso.

Esacheu afirma que o partido não trabalha com a possibilidade de apoio a Mandetta e se isso o ocorrer, a direção terá que decidir qual caminho tomar. Ao ser questionado sobre o acordo firmado entre Paulo Siufi (PMDB), Edson Giroto (PMDB) e Mandetta na Capital, estabelecendo que o candidato seria eleito por pesquisas, Esacheu diz que é preciso lembrar que os votos são do partido e não de candidatos, ressaltando que nunca ouviu dizer que o sol gira em torno da lua.

O presidente estadual do PMDB diz que não foi convidado para participar da reunião com os três candidatos do grupo político, mas se fosse, levaria ao conhecimento de todos que o partido defende a candidatura de filiados ao PMDB. Esacheu esclarece que a transferência de Giroto do PR para o PMDB ocorreu justamente porque o partido não aceitaria apoiar um candidato de outra sigla.

Indagado sobre um possível desgaste provocado pelas disputas entre os candidatos Paulo Siufi e Giroto, Esacheu minimiza e diz que há um entendimento entre os dois concorrentes de que um apoiará o outro após a escolha. “Há uma harmonia e a disputa é saudável”.

O governador André Puccinelli já declarou por diversas vezes que há um acordo de que será escolhido o melhor nas pesquisas qualitativas e quantitativas. Ao ser questionado sobre a resistência dentro do partido, o governador disse que tem palavra e que cumprirá o combinado.

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