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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

03/09/2013 17:16

Após audiência, Lei do Silêncio deverá ser estudada para possíveis modificações

Bruno Chaves

Em vigor desde 1996, a Lei Municipal do Silêncio, que começou a ser “aplicada” nos últimos meses, causou polêmica em Campo Grande e fez com que bares se remodelassem para continuarem fornecendo música ao vivo a seus clientes, será estudada pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal para poder passar por uma possível modificação.

Hoje (3), o tema foi discutido em audiência pública no Legislativo Municipal. Depois de darem o primeiro passo, os vereadores da comissão pretendem marcar novas reuniões sobre o assunto “som ao vivo e mecânico em eventos, pontos comerciais, seja para manifestações culturais e comerciais”.

O estudo constitucional do documento será realizado pelo Legislativo, conforme informou a assessoria de imprensa do vereador Eduardo Romero (PT do B), que é vice-presidente da Comissão de Cultura da Casa e presidiu a audiência desta terça-feira.

Após diversos pronunciamentos na audiência, os presentes chegaram a conclusão de que é necessário se discutir a Lei do Silêncio aliada a Lei da Ocupação do Solo, que define o tipo de estabelecimento que pode se instalar em determinada região.

Presente na audiência, a dona do Bar da Madah, Renata Christoforo, foi uma das pessoas que usou a tribuna para discorrer sobre os efeitos da Lei do Silêncio na cidade. Ela contou que precisou entrar na Justiça para continuar oferecendo música ao vivo a seus clientes.

Mesmo assim, como ficou um final de semana sem a banda e a música, o movimento no bar caiu 50%. “Hoje, funciono como uma liminar. Muita gente pensa que o bar fechou. Por causa disso, tive que diminuir meu quadro de funcionários. Eu trabalhava com 15 garçons e agora só tenho cinco. Tive que dispensar também parte dos funcionários da limpeza”, conta.

O advogado de Renata, Alfredo Gomes, conta que os bares mais abastados conseguem autorização na Justiça para continuarem com música ao vivo, o que ocasiona na perda de atrativos para os campo-grandenses. “Não temos mar ou outras diversões do tipo. Nossa cultura é baseada na vida charmosa dos bares. O campo-grandense gosta de ouvir música boa e comer comida boa. Isso é qualidade de vida”, pensa.

Já para o músico Eugênio Joe de Souza, Campo Grande corre o risco de virar um corredor para as cidades turísticas do interior do Estado. “Não podemos tirar a música e a arte da noite da cidade, senão vamos virar um corredor para cidades como Corumbá e Bonito”, disse na tribuna.



Como proprietária de estabelecimento q oferece música ao vivo, entendo perfeitamente q é preciso respeitar o descanso alheio, q música alta incomoda, q devemos levar em conta o zoneamento urbano, e por fim, q a Lei do Silêncio é necessária, caso contrário, vivemos num mundo sem ordem, sem lei.Mas na contramão a tudo isso, precisamos trabalhar,precisamos oferecer empregos,precisamos preservar a cultura, e essa é a nossa luta!
Quero continuar a fazer cultura, a oferecer lazer, e quero tb respeitar meu vizinho, já q meu estabelecimento só funciona c/ música aos sábados, das 12 as 18 horas, e tenho consciência q em volume tolerável.
 
Renata Christóforo em 12/09/2013 12:37:06
Marco Aurélio, faço minha as suas palavras, alguns bares não tem a mínima noção do que quer dizer "som ambiente" e acreditam estarem patrocinando um show.
 
Alex andré de souza em 04/09/2013 11:11:09
Eu gostaria de entender o porque para ter diversão precisa-se de musica alta, há lugares que não se consegue conversar, isto é minha opinião, todos tem o direito de pensar diferente, mas não há nada melhor do que se reunir com bons amigos, ouvindo uma boa musica e jogar conversa fora.
E o pior de tudo é que o volume do som é proporcional ao gosto e nível cultural, quanto pior a musica e mais ignorante o dono da aparelhagem maior será o volume.
 
Marco Aurélio em 03/09/2013 18:50:08
Campo Grande é um caso sem cura já... entupida de sonolentos, trabalhadores que "trabalham" 24 horas por dia e continuam pobres de dinheiro e alma, loja de colchões, farmacias e supermercados..ou seja: uma cidade para comilões, dorminhocos e doentes!
 
jorge mendes em 03/09/2013 17:29:28
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