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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

18/09/2017 12:52

Após impasse, grupo de petistas vai se desfiliar do partido amanhã

Grupo não conseguiu fazer a desfiliação na última sexta-feira

Leonardo Rocha
Grupo de petistas não conseguiu se desfiliar do partido na sexta (Foto: Direto das Ruas)Grupo de petistas não conseguiu se desfiliar do partido na sexta (Foto: Direto das Ruas)

O grupo com mais de 390 petistas marcou para amanhã (19), a desfiliação coletiva do partido, no diretório municipal, em Campo Grande. Eles tinham tentado concluir a "debandada" na última sexta-feira (15), mas houve um impasse com a direção regional, que alegou não ser a responsável pelo procedimento.

A ex-diretora financeira do partido, Kelly Costa, que faz parte do grupo, explicou que primeiro será feita a desfiliação na legenda, para depois realizar o procedimento no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS). "A intenção é evitar problemas no futuro, já que se não fizer no partido, ainda fica no seu sistema interno, podendo gerar dor de cabeça para todos".

Ela ponderou que caso o grupo não consiga finalizar a saída, vai enviar os nomes para a direção nacional do PT. "Vamos fazer a desfiliação do pessoal da Capital direto com a direção municipal, que é 80% da lista, e se a (direção) regional não quiser aceitar as do interior, iremos mandar para nacional".

O presidente municipal do PT, Agamenon do Prado, explicou que tanto a filiação, como desfiliação, devem ser feitas nas direções municipais, por isto o grupo não teve êxito na sexta-feira. "Estou esperando eles me ligarem para marcar horário, mas adianto que o ato precisa ser individual, ou por meio de procuração".

Saídas - A previsão é que mais de 390 filiados saiam do partido. Eles alegam divergência com a atual direção do partido, que está com o deputado federal, Zeca do PT. Em carta apresentada a legenda, dizem que o atual presidente "toma atitudes que desrespeitam os princípios do PT e não busca diálogo com as forças internas".

Eles também citam que não poderiam permanecer em um "partido em que o presidente promove demissão sumária no Diretório e não paga os direitos trabalhistas aos funcionários". Entre as saídas está do ex-deputado federal, Antônio Carlos Biffi, e da ex-vereadora Thais Helena, assim como lideres sindicais, como Ricardo Bueno, do conselho estadual de saúde.

Em entrevista ao Campo Grande News, Zeca do PT definiu como "normal" a saída do grupo, dizendo que o partido "não é uma prisão" e quem estiver descontente, segundo ele, deve mesmo sair. Disse ainda que o partido vai sobreviver aos momentos ruins e que tem 15 mil filiados em Campo Grande, com a expectativa de receber novas lideranças.



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