Ato contra STF reúne 60 e vira vitrine para campanha de Catan
Embora o candidato negue caráter partidário, bandeiras com seu nome cercaram a Praça do Rádio na manhã de hoje

Com bandeiras do Brasil, camisetas da Seleção e adesivos com a frase “Fora Lula”, cerca de 60 pessoas participaram, na manhã desta segunda-feira (7), de uma manifestação contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), principalmente Alexandre de Moraes, na Praça do Rádio Clube, região central de Campo Grande.
RESUMO
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Cerca de 60 pessoas participaram, na manhã desta segunda-feira (7), de uma manifestação contra ministros do STF na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. O ato também serviu de vitrine para a campanha de João Henrique Catan (Novo) ao governo de Mato Grosso do Sul. À tarde, o PL organiza uma motociata com concentração no estacionamento do Buffet Yotedy, com trajeto até os altos da Avenida Afonso Pena.
Além das críticas à Corte, o ato também serviu de vitrine para a campanha do candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo Novo, João Henrique Catan. Bandeiras com o nome do político foram instaladas nas esquinas próximas ao local da concentração, realizada ao lado da Avenida Afonso Pena, na esquina com a Rua Padre João Crippa. Os organizadores também levaram um carro de som.
A concentração estava marcada para as 8h. Por volta das 10h, cerca de 60 pessoas permaneciam no local. Durante entrevista, Catan afirmou que a mobilização não pertencia ao Novo nem à sua campanha, apesar da presença do material eleitoral.
“Eu disse que não é um movimento do PL, nem um movimento meu ou do Novo”, declarou. Segundo Catan, a manifestação na Praça do Rádio funcionaria como um “aquecimento” para o protesto previsto para a tarde nos altos da Avenida Afonso Pena.
Catan afirmou que os participantes escolheram começar o ato na praça por considerarem que o trajeto pelo Centro poderia mobilizar mais pessoas. “As pessoas gostam de se concentrar na Praça do Rádio e de mobilizar quem está nos prédios pelos quais passamos até chegarmos aos altos da Afonso Pena”, disse.
Em entrevista ao Campo Grande News, o candidato acusou o STF de assumir atribuições da política e voltou-se especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes. Também criticou as decisões que levaram à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a direita teria perdido alcance nas redes sociais por interferência no funcionamento dos algoritmos.
“Aqui, a pauta é uma só. Você verá pessoas que querem que este movimento seja focado nos intocáveis do Supremo Tribunal Federal”, declarou Catan.
O candidato aproveitou a participação no protesto para reforçar sua identificação com o bolsonarismo e falar sobre a disputa presidencial. Catan afirmou ser admirador do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato do Novo à Presidência, mas disse que não pretende retirar votos de Flávio Bolsonaro (PL).

“Sou bolsonarista e admirador do trabalho de Romeu Zema. Eu jamais vou tirar um voto do Flávio Bolsonaro sendo bolsonarista”, afirmou o candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo partido Novo.
Catan também defendeu o lançamento de mais candidaturas de direita à Presidência. Segundo ele, a estratégia pode reduzir o espaço do centro e levar dois representantes do campo conservador ao segundo turno. O candidato ainda declarou não acreditar nas pesquisas eleitorais e citou eleições anteriores em que candidatos venceram apesar de aparecerem inicialmente com índices baixos.
Já o empresário Augusto Raimundo Alessio, suplente do candidato ao Senado Alberto Oshiro, atribuiu o público reduzido ao pouco tempo de divulgação. Segundo ele, a mobilização começou a ser anunciada dois ou três dias antes.
“As pessoas que se dispuseram a vir vieram”, afirmou Alessio. Ele também disse que os participantes atuavam como voluntários e declarou que o Novo não utilizou recursos do Fundo Partidário para organizar a manifestação.
Apesar de Catan afirmar que apoiadores poderão participar da programação da tarde, os eventos não foram formalmente organizados como uma única manifestação. A mobilização posterior é convocada pelo PL (Partido Liberal).
Alessio afirmou que alguns integrantes do Novo poderão acompanhar a motociata, mas disse que não houve acordo para que os dois grupos se unissem. “Talvez algumas pessoas do Novo participem da motociata ou de alguma outra atividade. Eu, particularmente, não vou participar”, declarou.
A programação da tarde integra uma mobilização nacional liderada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e por outras lideranças da direita. A concentração dos motociclistas está marcada para as 15h, no estacionamento do Buffet Yotedy, com trajeto até os altos da Avenida Afonso Pena. No mesmo horário, os participantes que seguirão a pé devem se reunir em frente ao comitê do ex-deputado estadual Capitão Contar.
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