Com volta de aeronaves, desfile leva ao menos 10 mil pessoas ao Centro da Capita
Famílias e estudantes celebraram a Independência e negaram polaridade política: "Pelo patriotismo"
Entre bandeiras nacionais, camisas da Seleção Brasileira e cobertores para enfrentar o frio, de 10 mil a 12 mil pessoas acompanharam o desfile de 7 de Setembro no Centro de Campo Grande nesta segunda-feira (7), segundo estimativa da organização. A celebração marcou o retorno das aeronaves após dois anos sem esse tipo de participação.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Cerca de 10 mil a 12 mil pessoas acompanharam o desfile de 7 de Setembro no Centro de Campo Grande, que marcou o retorno de aeronaves à programação após dois anos, com dois helicópteros do Exército e dois aviões da Força Aérea. Famílias foram ao evento para celebrar a Independência, enquanto escolas e entidades civis desfilaram. O Grito dos Excluídos reuniu cerca de 150 manifestantes com pautas sociais.
Dois helicópteros do Exército e dois aviões da Força Aérea integraram a programação. Os helicópteros Esquilo e Pantera passaram durante o desfile da tropa do Exército. Já os dois Super Tucanos sobrevoaram o local durante a participação da Força Aérea.
- Leia Também
- Veja como funcionam shoppings e serviços nesta segunda da Independência
- Com cobertores e casacos, público enfrenta frio para acompanhar desfile cívico
Na plateia, famílias foram à celebração para manter tradições e explicar às crianças o significado da Independência. Vestindo verde e amarelo, o protético Luis Fernando Dias Cavalheiro, 27 anos, fez questão de distinguir sua motivação da disputa política: “Não tem nada a ver com direita ou esquerda, é pelo patriotismo”.
Ao lado da esposa, Ketlen, e dos filhos Ana Isabela, 9 anos, e Benjamin, 6, Luis acompanhou as apresentações com a família usando camisas da Seleção Brasileira e segurando a bandeira do Brasil. Segundo ele, os símbolos nacionais faziam parte da mensagem que queria transmitir às crianças.
“Queremos mostrar aos filhos a importância da Independência do Brasil, amor à nossa pátria”, explicou. Para o caçula, a presença dos militares tinha um significado especial. “Meu filho também gosta do Exército, quer ser soldado”, contou o pai.
A servidora pública Dalila Bonfim também foi ao desfile com o marido e os dois filhos. Na família, acompanhar a programação já é uma tradição.
“Vai de cada um. A gente mesmo só veio pelo patriotismo e para incentivar as crianças ao respeito, à disciplina. Sempre viemos com eles”, afirmou.
Casacos e cobertores
O frio exigiu preparação dos espectadores. Além dos agasalhos, houve quem levasse cobertores. O movimento começou mais tímido e aumentou com o avanço da programação, com famílias nas arquibancadas e nos espaços ao longo do percurso.
A abertura ocorreu às 8h45, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua 13 de Maio. Foram hasteadas as bandeiras do Brasil, de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande, com acendimento da pira e canto do Hino da Independência.
Às 9h, entidades civis e escolas começaram a desfilar pela Rua 13 de Maio. A programação previa cerca de mil militares e 34 viaturas.
Orgulho da escola e nervosismo na estreia
Para as estudantes que participaram, o desfile reuniu orgulho de representar a escola e ansiedade diante do público. Ana Julia Lopes Neves, 16 anos, já havia desfilado em outras ocasiões e, desta vez, levou a bandeira de Mato Grosso do Sul na Guarda-Bandeira.
“Eu acho isso muito incrível, porque eu me sinto representando muito a minha escola e tenho muito orgulho disso”, contou.
Aluna do primeiro ano da Escola Cívico-Militar Professor Tito, Júlia Beatriz Macedo, 15 anos, também já conhecia a experiência. Na instituição desde 2023, ela destacou o incentivo recebido dos espectadores.

“É bom, é legal ver as pessoas falando com a gente, dando palmas. Eu tenho muito orgulho da escola em que eu estudo e gosto de estudar lá”, afirmou.
Para Kawanny Ribeiro de Souza, 15 anos, foi o primeiro desfile pela Escola Tito. Antes de entrar no percurso, a preocupação era conseguir cumprir o que havia sido preparado.
“No começo eu fiquei nervosa porque a gente sempre pensa que não vai dar certo. Só que a gente percebe que, no final, dá tudo certo”, relatou.
Durante a apresentação, a estudante seguiu os comandos do capitão até o fim do trajeto. Para ela, a presença dos alunos também era uma oportunidade de mostrar ao público o papel dos jovens na construção do País.
“Eu acho que é muito importante que as pessoas venham e vejam o que é realmente, não só uma escola, mas sim o futuro de um Brasil”, disse.
Grito dos Excluídos
O Grito dos Excluídos levou cerca de 150 manifestantes ao percurso após a passagem da Polícia Civil. Embora não integrasse a programação oficial do desfile cívico, o grupo entrou na via sem dificuldade, enquanto o público ainda acompanhava as apresentações.
A mobilização reuniu representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), sindicatos, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e políticos ligados às pautas defendidas pelos movimentos.
Entre as reivindicações estavam o fim da escala de trabalho 6x1 e o enfrentamento da violência contra as mulheres. Os manifestantes chamaram atenção para os casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul.


