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Política

Aumento de descarte em ecopontos é vetado e população seguirá com “peregrinação”

Limite diário de um metro cúbico permanece, obrigando a população a percorrer longas distâncias entre unidades

Por Jhefferson Gamarra e Caroline Maldonado | 09/05/2024 15:09
Cidadão realizando o descarte de resíduos no ecoponto (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Cidadão realizando o descarte de resíduos no ecoponto (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

A Prefeitura de Campo Grande vetou integralmente o projeto de lei de autoria de vereador Ronilço Cruz (Podemos) que aumentava o limite diário de descarte nos ecopontos da cidade. A rejeição da proposta foi mantida pelos vereadores na sessão ordinária desta quinta-feira (9).

Desde 2018, Campo Grande conta com cinco unidades destinadas à gestão de resíduos sólidos: Ecoponto Panamá, Ecoponto Noroeste, Ecoponto Nova Lima, Ecoponto União e Ecoponto Moreninhas. Contudo, o debate sobre a necessidade de aumentar o limite de descarte ganhou força em outubro de 2023, quando a Câmara Municipal iniciou discussões entre órgãos públicos e usuários dos ecopontos.

A proposta de ampliação do limite diário, de um metro cúbico para três metros cúbicos por pessoa, foi aprovada pelos vereadores em março deste ano, em resposta às dificuldades enfrentadas por freteiros que utilizam os ecopontos, devido à restrição de volume de lixo descartado.

Com o veto, profissionais e cidadãos que realizam o descarte regular de resíduos sólidos, incluindo materiais de construção, recicláveis, sobras de podas e madeiras, continuarão enfrentando a necessidade de percorrer longas distâncias entre os cinco ecopontos disponíveis na Capital.

O autor da proposta esclareceu que estava ciente de que a proposta seria rejeitada pela prefeitura e mantida pelos colegas de parlamento devido à necessidade de renegociar o contrato com a empresa responsável pela coleta em caso de aumento no volume de lixo recebido.

“Eu já sabia que ia ser, na verdade, não ia derrubar o veto, até porque eu conversei com alguns vereadores. É que existe um contrato entre prefeitura e Solurb. A Solurb, no dia que teve na audiência pública, falou que não tinha problema nenhum de aumentar o número de metros cúbicos, mas se aumentasse, ia ter que aumentar também o contrato, mudar o contrato e mudar valores”, informou o autor da proposta de aumento no recebimento de resíduos.

Apesar da recusa, o parlamentar afirmou estar em negociação com a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento e Gestão Urbana) e com a Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) e a prefeitura, buscando a possibilidade de aumentar tanto o número de ecopontos quanto o limite de descarte.

“O que que eu estou negociando agora com a Semadur, com a Planurb, com a prefeitura é a possibilidade de aumentar o número de ecopontos em Campo Grande e aumentar esse número também de metros cúbicos para três metros com eles nessa negociação. Então, tudo é diálogo, conversando, que nós iremos poder entrar em um acordo para poder”, finalizou o vereador.

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