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Política

Azambuja e outros 15 governadores cobram providências contra fake news

Gestores estaduais conclamam o Presidente da República, o Congresso e o STF para combater ameaças recebidas

Por Jhefferson Gamarra | 29/03/2021 19:52
Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul: ações contra fake news. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul: ações contra fake news. (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

Reinaldo Azambuja, de Mato Grosso do Sul, e outros 15 governadores de todas as regiões do País assinaram na noite desta segunda-feira (29), carta cobrando ações contra as fake news e instabilidades institucionais promovidas contra gestões estaduais. O documento é endereçado ao presidente Jair Bolsonaro e aos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Os governadores manifestam sua indignação em face da crescente onda de agressões e difusão de fake news que visam a criar instabilidade institucional nos Estados e no País. Vivemos um período de emergência na saúde, e a vida de todos os brasileiros está em grave risco”, diz trecho do documento.

A carta dos governadores intitulada como “Queremos verdade e paz”, não cita nomes mas afirma ainda que “alguns agentes políticos espalham mentiras sobre dinheiro jamais repassado aos estados, fomentam tentativas de cassação de mandatos, tentam manipular policiais contra a ordem democrática, entre outros atos absurdos.”

No apelo, os governadores dizem que “estimular motins policiais, divulgar Fake News, agredir governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático”.

O documento foi emitido após duas deputadas federais, aliadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Bia Kicis (PSL-SP) e Carla Zambelli (PSL-SP) criticar duramente as ações de governadores que determinam medidas restritivas para tentar conter o avanço de casos de covid-19 e o colapso do sistema de saúde.

Além do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja assinaram o documento: Flávio Dino (MA), Helder Barbalho (PA), Paulo Câmara (ES), João Doria (SP), Ronaldo Caiado (GO), Mauro Mendes (MT), Eduardo Leite (RS), Camilo Santana (CE), João Azevêdo (PB), Renato Casagrande (ES), Wellington Dias (PI), Fátima Bezerra (RN), Belivaldo Chagas (SE) e Waldez Góes (AP).


Leia a carta na íntegra:

CARTA DOS GOVERNADORES: QUEREMOS VERDADE E PAZ!

Os governadores manifestam sua indignação em face da crescente onda de agressões e difusão de Fake News que visam a criar instabilidade institucional nos Estados e no País. Vivemos um período de emergência na saúde, e a vida de todos os brasileiros está em grave risco.

Os governadores, juntamente com os servidores públicos e profissionais do setor privado, estão lutando muito para garantir atendimento de saúde e apoio social à população. Enquanto isso, alguns agentes políticos espalham mentiras sobre dinheiro jamais repassado aos estados, fomentam tentativas de cassação de mandatos, tentam manipular policiais contra a ordem democrática, entre outros atos absurdos.

Registramos especialmente o nosso protesto quando são autoridades federais, inclusive do Congresso Nacional, que violam os princípios da lealdade federativa. Conclamamos o Presidente da República, os Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como o Presidente do Supremo Tribunal Federal, para que adotem todas as providências de modo a coibir tais atos ilegais e imorais.

Os Estados e todos os agentes públicos precisam de paz para prosseguir com o seu trabalho, salvando vidas e empregos. Estimular motins policiais, divulgar Fake News, agredir Governadores e adversários políticos, são procedimentos repugnantes, que não podem prosperar em um país livre e democrático.

Finalmente, sublinhamos a nossa gratidão a todos os servidores públicos e profissionais que têm atuado incessantemente para vencermos a pandemia. Merecem especial destaque as forças policiais, que têm a nossa solidariedade e apoio em relação a reivindicações justas quanto à vacinação, pleito em análise no âmbito do Ministério da Saúde pela Comissão Intergestores Tripartite - CIT.

Brasília, 29 de março de 2021.


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