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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

14/04/2015 22:26

Azambuja e Puccinelli se encontram pela 1ª vez após troca de acusações

Daniel Machado e Alan Diógenes
Foi o primeiro encontro entre ambos após o atual Chefe do Executivo tornar pública a herança de uma dívida de R$ 450 milhões de seu antecessor. (Foto: Fernando Antunes)Foi o primeiro encontro entre ambos após o atual Chefe do Executivo tornar pública a herança de uma dívida de R$ 450 milhões de seu antecessor. (Foto: Fernando Antunes)

Nem só de festa foi o clima da recepção ao governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori, na noite de hoje (14), no Centro Tropeiros da Querência. Um clima de constrangimento também pairou sobre o ar com a chegada do ex-governador André Puccinelli e protagonizar o primeiro encontro com Reinaldo Azambuja depois de o atual Chefe do Executivo tornar pública a herança de uma dívida de R$ 450 milhões de seu antecessor.

Ambos trocaram cumprimentos discretos e o governador preferiu não comentar mais sobre o assunto à imprensa. No entanto Puccinelli, mesmo que rapidamente, preferiu não deixar passar a oportunidade de se defender. “Hoje caiu por terra tudo isso aí (que foi dito sobre o déficit que ele teria deixado no caixa do governo) depois que o Mocchi (deputado estadual) fez o balanço lá na Assembleia Legislativa e mostrou os números. Eu sou suspeito pra falar, mas basta vocês pegarem os documentos, fazerem um balanço e verem os números”, disse.

Mocchi – O discurso a que o ex-governador se referiu foi proferido pelo deputado Junior Mocchi (PMDB), líder do governo na Casa na gestão Puccinelli, na manhã de hoje na Assembleia Legislativa. O parlamentar defendeu que o valor que estava disponível no caixa do Estado, no dia 1° de janeiro de 2015, quando a auditoria apontou a quantia de R$ 301. 753.499,68, na verdade se tratava de R$ 571 milhões, que foram publicados no dia 1° de abril, no balanço anual referente a 2014.

“Acontece que a auditoria fez o levantamento fechando no dia 31 de dezembro, mas existe o valor de receita de competência que caiu nas duas primeiras semanas de janeiro, chegando a esta nova cifra”, explicou o peemedebista.

Ele também analisou a questão dos empréstimos consignados que, de acordo com o PMDB, não se trata de uma dívida de R$ 143 milhões deixada pela antiga gestão e sim apenas um procedimento padrão de todos os estados, que fazem este pagamento a partir do dia 20 de janeiro.

Mochi garantiu que assim como o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou que era a última vez que “olhava para trás”, o PMDB pretende fazer o mesmo e a partir de agora seguir em frente. “Já explicamos esta situação, agora é olhar para frente e ajudar no que for possível para desenvolver cada vez mais o Estado”.




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