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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

28/12/2012 11:07

Bernal diz que documento foi ideia de vereadores para formar bloco

Aline dos Santos
Bernal afirma que lista não era contrato. (Foto: Rodrigo Pazinato)Bernal afirma que lista não era contrato. (Foto: Rodrigo Pazinato)

O prefeito eleito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), admitiu a circulação de um documento para coletar assinaturas de vereadores. No entanto, enfatiza que não se tratou de um contrato de apoio e que a iniciativa partiu dos próprios vereadores. Segundo Bernal, a ideia era a formação de um bloco. “Um grupo que buscasse a independência e a harmonia entre os poderes”, afirma.

À interpretação de que se tratava de um contrato, o prefeito eleito reagiu dizendo que é uma “inverdade”. De acordo com Bernal, a iniciativa partiu do vereador Jamal Salém (PR), com respaldo de parlamentares como a professora Rose Modesto (PSDB), Paulo Siufi (PMDB), Thaís Helena (PT), Alceu Bueno (PSL) e Edson Shimabukuro (PTB).

Conforme o prefeito eleito, dos vereadores presentes somente Eduardo Romero (PTdoB) e Elizeu Padilha (PSL) se recusaram a assinar. Segundos eles, o documento continha a frase: Os vereadores que assinam abaixo seguem o prefeito.

“O Eduardo e o Elizeu são os mais ligados ao Giroto”, afirma Bernal. O deputado federal Edson Giroto (PMDB) também disputou o segundo turno.

O clima da reunião ficou tenso quando alguns vereadores questionaram o conteúdo vago do papel. “Ele achou que pensávamos que ele agia de má fé, e se ofendeu. Mas não posso assinar algo que depois ele pode propor uma lei qualquer e apresentar o documento para dizer que nós concordamos”, declarou Elizeu Dionízio.

O autor - Jamal Salém disse que o documento foi uma tentativa, que resultou frustrada, em definir quem é o grupo do prefeito. “Estamos em processo para escolha da mesa diretora, em manter a governabilidade. Precisa saber quem é quem. Falar é uma coisa. Foi uma ideia que não funcionou”.

Mesmo antes de empossado, o prefeito eleito e a Câmara Municipal vivem às turras. Os vereadores congelaram o valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), reajustaram o salário de prefeito para R$ 20 mil, mesmo contra a vontade de Bernal, e diminuiu o poder do chefe do Executivo.

Uma emenda reduziu de 30% para 5% a abertura de créditos adicionais a serem utilizados pela administração municipal, sem que a transação precise passar pela aprovação da Câmara Municipal. Desta forma, a busca por aliados é para tornar o cenário menos turbulento a partir de primeiro de janeiro.



Fato é que nós eleitores temos que ser mais radicais.
Quem já esteve neste meio não pode ficar mais pois é contaminado pela corrupção, prepotência e arrogância.
Ha hora que nós eleitores acordar para estes fatos, tenho certeza que a coisa vai mudar.
A desculpa é sempre a falta de verba. Acorda Campo Grande.
 
Flavio Mendonça em 28/12/2012 20:24:40
E o Bernal? Esse vem se mostrando o homem das panelinhas, do conchavo, do "ajeita isso pra mim". Isso que dá eleger a inexperiência a pretexto de renovação. Mas a arrecadação de Campo Grande é enorme, superavitária graças aos bons governos passados. Vai aguentar esses 04 anos de "curso" que o Bernal vai fazer na prefeitura. Boa aula, prefeito!
 
Danilo Cristófaro em 28/12/2012 16:51:36
É ingraçado o ser humano, leva ferro e ainda fica torcendo pelo ferreiro. O cara acabou de ganhar mais um imposto para o carro e ainda está lembrando de quem fez esse mal? Nós temos que tirar de circulação todo e qualquer político que não trabalha pelo povo. Povo significa maioria, as urnas disseram isso.
 
luiz alves em 28/12/2012 16:36:20
Engraçado, tudo é OS OUTROS, pois nada se refere a ele. Quero ver quando assumir a PMCG, quero ver a quem ele colocará a culpa!
 
William Dias Gomes em 28/12/2012 14:14:37
Isto tudo só nos leva a uma conclusão: Alguns vereadores são parceiros de Bernal, outros não, mas a favor do povo tem algum?? Os políticos do MS são uma vergonha para o estado, pois, se são formados blocos fechado significa que "venha o que vier", seja qual for a proposta, mesmo que absurda, a assinatura dos favoráveis, ou desfavoráveis, está garantida, para um lado ou para outro... VERGONHA SENHORES RERESENTANTES DO POVO...
 
frederico moraes em 28/12/2012 11:57:42
Li o esclarecimento feito pelo futuro prefeito de que a ideia de assinar o documento foi para garantir a independência dos poderes. A coisa se mostra insutada e sobretudo absurda. O futuro prefeito que já passou pela Câmara Municipal e pela Assembleia Legislativa abusa na nossa inteligência, vez que entende que um documento subscrito por vereadores possam ditar a independência dos poderes. Seu tempo como parlamentar não foi o suficiente para conhecer principios constitucionais e sobretudo o que dispõe o artigo 60, § 4º, III, da Constituição Federal. E se diz ser advogado. O futuro da administração municipal está comprometida. Será o maior engôdo esse governo municipal. O povinho que votou nele onde se arrepederá, ou não, pois eles não sabem o que fazem.
 
Jorge Batista da Rocha em 28/12/2012 11:32:54
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